Reforço da PRF terá atuação limitada à Fernão Dias

O Ministério da Justiça ainda determinou ontem que o efetivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF) de São Paulo seja reforçado. Segundo o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, policiais que atuam na PRF do Rio e de Minas serão deslocados para reforçar a segurança nas estradas que cortam o Estado vizinho.

BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

30 de outubro de 2013 | 02h08

A quantidade do efetivo a ser remanejado não foi informada, por motivos de segurança, de acordo com o ministro. O Estado apurou, no entanto, que ontem mesmo foram designadas para São Paulo 30 equipes da PRF que atuaram na segurança do leilão dos campos de petróleo de Libra, no Rio.

Uma reunião entre a Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e a Polícia Rodoviária Federal acertou a distribuição dos policiais extras, que só poderão conter ilícitos que ocorrerem nas estradas federais. Ontem, à Rádio Estadão, tanto Cardozo quanto Fernando Grella Vieira descartaram o uso da Força de Segurança em São Paulo.

Com o reforço na estrada, o ministro espera evitar situações como a de segunda-feira, quando a Fernão Dias teve os dois sentidos interditados por manifestações que acabaram com um baleado, 90 presos e vários caminhões incendiados.

O protesto foi motivado, inicialmente, pela morte de um jovem de 17 anos baleado por um policial militar, mas tomou ares de vandalismo. "No caso da morte do jovem vitimado em São Paulo, além da nossa solidariedade à família, temos manifestado que se faça uma investigação criteriosa, rigorosa, dos fatos, para que a sociedade saiba as razões que levaram a essa situação", disse Cardozo.

A PRF pode ser usada como uma força de ação rápida, para conter e evitar distúrbios, mas também dispõe de recursos técnicos e autorização legal para investigações de inteligência. Mas tem contingente pequeno alocado em apenas quatro postos ao longo da rodovia.

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