Reforço da PM deixa população de SP em alerta

Bases como a da Avenida Faria Lima ganharam cones, cavaletes e reforço no número de policiais

O Estado de S.Paulo

25 de junho de 2012 | 03h05

O reforço no policiamento das ruas anunciado na sexta-feira não tem data para acabar. Os ataques dos últimos dias contra policiais fizeram aumentar o alerta nas bases fixas e móveis da Polícia Militar em toda a capital. Cones, cavaletes e bloqueios no trânsito dificultam o acesso aos postos e blitze nas principais vias buscam suspeitos e foragidos. Nem taxistas escapam de revistas. No sábado à noite, a reportagem contou 28 PMs protegendo a base da corporação na esquina das Avenidas Brigadeiro Faria Lima e Cidade Jardim, na zona sul - normalmente, o número é seis vezes menor. Às 19 horas de ontem, a mesma base tinha 36 policiais, que seriam espalhados pela região ao longo da noite em viaturas. E uma faixa da via na frente do posto estava isolada com cones.

Em Pinheiros, comerciantes reclamavam de queda do movimento. "Ontem o movimento na Praça Benedito Calixto foi menor do que o normal. Acho que o paulistano está um pouco assustado. Primeiro foram os arrastões em restaurantes, agora isso", disse Geraldo Magela Carneiro, um dos sócios do Consulado Mineiro, que fica na praça. "Lembro até hoje do primeiro ataque do PCC (em 2006). Eu me senti muito acuado com tanta polícia na rua. Parecia que estávamos em guerra. Ontem à noite nem sai de casa."

Bairros como a Barra Funda, na zona oeste, e Freguesia do Ó, na norte, também tiveram a rotina de policiamento alterada. A reportagem flagrou na madrugada de ontem, nas duas regiões, policiais fortemente armados, interdição de faixas de tráfego e viaturas posicionadas para perseguição. Na base comunitária do Largo do Japonês, na Vila Nova Cachoeirinha, o reforço de 10 PMs foi feito por volta das 17h30. E será a rotina toda noite até segunda ordem. No 9.º Batalhão da PM, na Avenida Deputado Emílio Carlos, dois policiais estavam de prontidão na porta, com armas calibre 12.

Em nota, a PM informou que cerca de 1.500 policiais foram direcionados de outras funções para reforçar a segurança em bases comunitárias e aumentar o policiamento, por meio de bloqueios nas principais vias da capital e Grande São Paulo. "Policiais da base foram orientados para aumentar a atenção e os cuidados com a vigilância. Entre esses cuidados está a colocação de barreiras físicas, como cones, para aumentar a segurança, sem restringir o acesso do cidadão." / VALÉRIA FRANÇA e ADRIANA FERRAZ

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