Reféns libertados falam em 30 feridos durante rebelião de presos em Lucélia

Motim já dura 24 horas; presos exigem melhorias na cadeia, que está superlotada

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

27 Abril 2018 | 14h27

SOROCABA – Os três defensores públicos que eram feitos reféns pelos detentos na Penitenciária Estadual de Lucélia, oeste do Estado de São Paulo, foram libertados no início da tarde desta sexta-feira, 27.

Segundo a Defensoria Pública de São Paulo, as informações iniciais dão conta de 30 presos feridos durante o motim. Esse número ainda não foi confirmado pela Secretaria da Administração Penitenciária (SAP).

De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), os defensores Thiago de Luna Cury, Leonardo Biagioni e Fernando Moris não sofreram ferimentos.

Todo o interior do prédio, no entanto, ainda estava sob o controle dos detentos. Coordenadores de presídios da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP) e membros do Poder Judiciário negociavam o fim da rebelião, que já dura 24 horas.

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Segundo a Polícia Militar, os presos reivindicam melhorias na assistência jurídica e protestam contra o excesso de lotação – o presídio tem capacidade para 1.440 presos, mas está com 1.820. A PM e o Grupo de Intervenção Rápida (GIR) estavam prontos para entrar na unidade neste início de tarde. Um representante da Ouvidoria Nacional de Direitos Humanos acompanhava as negociações.

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