Reduzir latrocínios continua um desafio

Análise: Bruno Paes Manso

O Estado de S.Paulo

15 de fevereiro de 2012 | 03h05

Apesar da queda de homicídios no Estado que ocorre desde o ano 2000, São Paulo tem dificuldade em reduzir casos de roubos e latrocínios. No ano passado, foram 235.498 roubos (1% mais do que no ano passado) e 306 latrocínios (20% mais). Os latrocínios são os roubos que deram errado, resultando na morte da vítima. Em 2011, a cada 769 casos de roubo, uma pessoa foi morta pelo ladrão. Para diminuir os latrocínios, portanto, primeiro é preciso reduzir os roubos. A presença ostensiva da PM em locais com número elevado de casos é uma tentativa para tentar coibir a ação dos ladrões. O efeito dessa política, no entanto, tem sido a migração de bandidos para outras áreas. Isso acaba criando um jogo de gato e rato, com o ladrão sempre buscando novas oportunidades. Outra aposta é o aumento das taxas de punição para o ladrão que matar. A 3.ª Delegacia do DHPP, especializada em chacinas, que tinha as taxas mais elevadas de esclarecimentos de homicídios, passou também a investigar casos de latrocínio. Os resultados, porém, ainda não começaram a aparecer. Resta como opção àquele que for assaltado evitar qualquer tipo de reação.

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