Redução de vôos não irá acabar com crise, diz associação

Para porta-voz da Iata, solução seria a melhora da segurança e a adoção de um sistema aéreo mais eficaz

Jamil Chade, do Estadão,

19 de julho de 2007 | 16h36

Defendendo os interesses comerciais das companhias aéreas, a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata) alerta que não será reduzindo o número de vôos que o Brasil conseguirá sair da atual crise no setor aéreo. "Há muitos outros instrumentos que podem ser usados, como melhorar a segurança e ter um sistema eficaz", afirmou Anthony Concil, porta-voz da entidade que reúne as 230 maiores empresas aéreas do mundo, entre elas a TAM.   Veja também:  Lista completa dos mortos Quem são as vítimas do vôo 3054 As histórias das vítimas da tragédia O local do acidente Opine: o que deve ser feito com Congonhas? Os acidentes mais graves da aviação brasileira Cronologia da crise aérea Conheça o Airbus A320 A repercussão da tragédia no mundo Assista a vídeos feitos no local do acidente   A Iata admite que está "preocupada" com a situação do sistema aéreo brasileiro, mas se nega a identificar culpados pelo acidente ou criticar o governo. "O que vemos é que nem sempre os motivos iniciais indicados após um acidente acabam sendo os reais motivos de um desastre. Há uma tendência ao sensacionalismo cada vez que ocorre um acidente", afirma Concil, insinuando uma crítica à imprensa. "Não podemos tirar conclusões antecipadas", disse.   A entidade, com sede em Genebra, garante que a TAM está dentro do programa de critérios de segurança estabelecidos pela Iata e é conhecida por sua preocupação com o assunto.   Mas em relação ao governo brasileiro, Concil admite que a associação decidiu enviar há dois meses uma delegação ao Brasil para se reunir com autoridades e tentar, assim, encontrar soluções para a crise no setor.   Concil, porém, acredita que ainda não seja a hora de revelar o conteúdo das conversas entre o governo e a entidade que reúne as empresas. "Estamos negociando", se limitou a dizer.   Segundo ele, um dos objetivos da Iata é o de reduzir de forma drástica o índice de acidentes na América Latina. Hoje, a taxa é três vezes maior que a média mundial - de 0,6 acidentes para cada um milhão de vôos. Os índices mais graves são da África, com 4 acidentes para cada um milhão, e da Rússia, com mais de 8.

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