Redução de mortes criou 'carreiras' mais longevas no crime

Depois de um 2012 violento e atípico, resultado da crise envolvendo PCC e PM, as taxas de homicídio voltaram a entrar em tendência de queda. O restabelecimento da normalidade chama a atenção para o contraste dos assassinatos em relação aos roubos, cujas taxas não param de subir. Fica cada vez mais claro que é preciso aprimorar a inteligência policial para lidar com uma nova configuração do crime, inexistente na década passada.

CENÁRIO: Bruno Paes Manso, O Estado de S.Paulo

26 Novembro 2013 | 02h08

Os crimes contra o patrimônio nos dias de hoje - principalmente roubos em geral e de carros - são praticados por ladrões cujas carreiras são cada vez mais longevas. Nos anos 1990, por causa da crise dos assassinatos, ladrões com 25 anos na ativa eram figuras incomuns. Havia profundas rivalidades que se formavam entre jovens que moravam em bairros vizinhos das periferias e se digladiavam. A pacificação da cena criminal permitiu a criação de redes sólidas e duradouras. As "carreiras" também puderam ser aprimoradas porque duram mais, com participantes mais experientes e com mais vivência.

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