Rede pública adota a técnica da redução de danos

Fortalecida pelos movimentos antimanicomiais, a técnica da redução de danos é usada na rede pública de saúde que trata a dependência química. Na prática, isso significa que a escolha do consumidor em tratamento é respeitada, como ocorre nas repúblicas. A abstinência total não é considerada uma condição para que ele continue no tratamento. "É um processo terapêutico que deve ser analisado caso a caso. Há pessoas que não conseguem experimentar uma gota sequer de álcool por temer o retrocesso completo. Mas há outros que preferem largar aos poucos", diz Roxane Alencar Coutinho, responsável pela área de saúde mental da região sul de São Paulo.

O Estado de S.Paulo

06 Setembro 2012 | 03h03

Os 12 passos dos Alcoólicos Anônimos, por exemplo, que vedam o consumo do álcool, não são adotados na política de redução de danos. O médico Ronaldo Laranjeira, da Unifesp, acredita que a técnica está ultrapassada. "Na Inglaterra abandonaram. A escolha do dependente químico é ambivalente. Ele tem dificuldade de decidir", diz. /B.P.M.

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