Red Hot esquenta público do Anhembi

Grupo se apresentou nessa quinta-feira, 7, para 40 mil pessoas

Jotabê Medeiros, O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2013 | 02h02

Com um aparato visual mais poderoso que da última vez que esteve aqui, telões de ultíssima geração, seis músicos em cena, o dobro da equipe técnica, o Red Hot Chili Peppers usufrui do status de super grupo em sua nova turnê pelo Brasil. Tocando para um Anhembi lotado, 40 mil pessoas, numa noite fria mas de céu limpo, o grupo leva o show numa pegada anos 1990 total.

Funk com hip hop no front. Abriu com Can't Stop e seguiu com uma saraivada de hits, com Flea e Chad Smith ditando o ritmo com a poderosa cozinha do Red Hot.

O interessante é que o grupo, após a saída de John Frusciante, colocou a guitarra em segundo plano. Anthony Kiedis e Flea, com as calças com uma das pernas cortadas, seguem sua cruzada Peter Pan, parecem uma prova do tempo, Kiedis cantando cada vez melhor.

Flea agradeceu pelo almoço paulistano, que parece tê-lo conquistado. O show foi aberto por uma apresentação modesta dos Yeah Yeah Yeahs, com a vocalista Karen O. numa pegada francamente Siouxie, mas vigorosa e original como sempre.

O Red Hot levantou a multidão com seus hits (e outros não tão standards), como Ethiopia, Factory of Faith, Otherside, By the Side e Snow. Já a estranheza meio chacrinha de Karen O. foi recebida com certa frieza.

Com 30 anos de estrada, o Red Hot desfila segurança e entrosamento raros, o que só faz aumentar seu fã clube. Entusiasmo e entrega completam a fórmula.

Uma das mais bem-sucedidas bandas contemporâneas, o Red Hot vendeu mais de 60 milhões de discos em sua trajetória e ganhou seis Grammy. O álbum mais recente é I'm With You, de 2011, produzido por Rick Rubin.

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