Recusa de famosos ao teste estimula o desrespeito à lei

Quando um famoso se recusa a passar pelo teste do bafômetro, como no caso do deputado federal e ex-jogador Romário (PSB), no último fim de semana, cai também a aceitação à abordagem policial por parte da população como um todo.

Renato Machado e William Cardoso, O Estado de S.Paulo

12 Julho 2011 | 00h00

A avaliação é do chefe do setor de Planejamento e Operações da Polícia Militar, capitão Cássio Araújo de Freitas. "Nas duas semanas seguintes, cai um pouco a receptividade. Mas depois a situação volta ao normal. De forma geral, a situação tem melhorado nos últimos tempos."

Segundo Freitas, as operações da PM têm muito mais uma função preventiva do que de punição aos motoristas. "Quando as pessoas percebem que há uma operação, elas preferem não beber a se expor à fiscalização. Dessa forma, é possível prevenir e evitar as tragédias. É o papel educativo dessas ações."

Em 2010, houve uma redução de 78% no número de motoristas alcoolizados envolvidos em acidentes nas rodovias paulistas na comparação com 2009. Mas, de forma geral, o número de acidentes com mortes cresceu 5%. Segundo a Secretaria de Estado de Logística e Transportes, 2.395 pessoas perderam a vida no período.

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