Recursos vêm de feijoadas e ensaios pagos

Para fechar as contas, os blocos que resistiram ao boom precisaram expandir suas fontes de receita: aumentaram o número de feijoadas e ensaios pagos nas semanas antes do carnaval e passaram a buscar patrocinadores.

, O Estado de S.Paulo

19 Fevereiro 2011 | 00h00

Apesar de o carnaval de rua carioca ser gratuito, muitos foliões também sofreram impacto da inflação. O preço das camisetas dos blocos quase dobrou em quatro anos. Até a cerveja vendida nas ruas ficou mais cara. "Antigamente, dava pra cobrar R$ 2 por latinha e até vender três por R$ 5, mas neste ano não tem jeito. Cada uma sai por R$ 3 e duas por R$ 5", conta a vendedora Ana Paula Pereira.

A prefeitura acredita que o público do carnaval de rua deste ano deve superar o de 2010, que foi de 2,5 milhões de pessoas. A multidão pode ser ainda maior que a expectativa, como indicou o bloco Vira Lata, no domingo passado: 20 mil pessoas foram para a orla do Leblon, quatro vezes mais que o esperado.

"O carnaval de rua do Rio tem o diferencial de ser gratuito. A gente não permite venda de abadá, não permite corda para as pessoas se fecharem e não faz circuito", afirma o secretário municipal de Turismo, Antonio Pedro Figueira de Mello.

Os eventos terão banheiros químicos e agentes de trânsito adicionais, financiados por patrocinadores. Por isso, a prefeitura exigiu que os blocos se cadastrassem, medida que provoca polêmica. "É preciso ficar atento para que a identidade do carnaval não se perca. As pessoas têm uma enorme liberdade e não podem ter restrições que podem esfacelar a coisa natural de poderem interagir", afirma Marcelo Osorio, um dos criadores do bloco Boi Tolo, que desfila no mesmo horário do tradicional Boitatá, sem autorização.

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.