Recursos vão para Fundo Verde e projetos sustentáveis

A Prefeitura vai destinar todos os recursos arrecadados com as multas para o Fundo Especial do Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, chamado Fundo Verde, e pretende investir tudo em projetos para reduzir a poluição, principalmente relacionados com os transportes.

Renato Machado, O Estado de S.Paulo

12 de novembro de 2010 | 00h00

Esses investimentos vão seguir o princípio de que a melhoria na qualidade do ar trará economia com saúde pública - por evitar problemas respiratórios.

"Para não cair em descrédito, é preciso que as pessoas vejam o dinheiro da multa indo para algo que trará benefícios. Para não achar que é só mais uma cobrança", diz o professor Paulo Saldiva, coordenador do laboratório de poluição atmosférica da Universidade de São Paulo (USP).

Os projetos que receberão os recursos com as multas precisarão ser aprovados pelo Conselho do Fundo. A Secretaria dos Transportes já está testando três modelos de ônibus com combustíveis alternativos ao diesel (considerado o vilão da poluição). Um deles é movido a etanol, outro a biodiesel de cana de açúcar e o último é um híbrido, que funciona tanto com biodiesel quanto com eletricidade. Os testes devem se encerrar no primeiro semestre do próximo ano.

"Estamos avaliando as vantagens e desvantagens de cada um", diz o secretário dos Transportes, Marcelo Cardinale Branco. "O objetivo é reverter o dinheiro das multas diretamente nos projetos, para que de uma forma ou de outra ele ajude a reduzir a poluição. Mas o ideal é que todos façam a inspeção."

O ônibus híbrido, por exemplo, oferece redução de combustível de 35%. Isso porque a energia elétrica é ativada sempre que o veículo está a menos de 20 km/h - o que também reduz a emissão de poluentes e diminui a quantidade de ruídos.

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