José Patrício/Estadão
José Patrício/Estadão

Recuperar bacias custa R$ 4 bilhões, diz consórcio

Só em saneamento e despoluição, região de Campinas precisa investir R$ 2 bilhões até 2020

Rene Moreira , ESPECIAL PARA O ESTADO / FRANCA

13 Dezembro 2014 | 03h00

Para garantir o fornecimento de água, os municípios das regiões de Campinas e Piracicaba precisam investir cerca de R$ 4 bilhões até 2020. Um dos principais problemas é resolver o tratamento de esgoto, que hoje atinge apenas 60% dos resíduos. Em saneamento e combate à poluição, seria preciso gastar R$ 2 bilhões em seis anos.

A conclusão faz parte de estudos realizados pelo Consórcio das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), ressaltando que algumas cidades já começaram a desenvolver obras. Entre os municípios que mais precisam de investimentos estão Campinas, Americana, Atibaia e Limeira. A recente estiagem, a pior em 90 anos, acelerou diversas ações, mas ainda falta muito para atingir a meta. 


A Agência PCJ classifica os rios com níveis de qualidade em uma escala de 1 a 4, estando os da região nas duas últimas faixas: 3 e 4. Melhorar o índice significa ampliar a oferta de água. 

O Rio Jundiaí é um exemplo de investimento com retorno, tendo subido na classificação, passando de 4 para 3 nos últimos meses. “É preciso despoluir os rios e, com isso, se planejar para fazer barragens e outras alternativas que possam garantir o abastecimento”, afirmou o presidente do consórcio e prefeito de Indaiatuba, Reinaldo Nogueira (PMDB).

Em Indaiatuba, hoje o rio recebe um pré-tratamento para garantir a qualidade da água. Na cidade foram investidos recentemente R$ 2 milhões. Em Vinhedo foram destinados R$ 11 milhões para nova captação do Rio Capivari. Também foram desenvolvidas iniciativas para melhorar a qualidade da água que voltou a ser captada pelo município. No geral, na região da Bacia PCJ, a expectativa é chegar a 2020 com 95% do esgoto tratado.

A recuperação vem sendo discutida há anos, e culminou com o Plano de Bacias, aprovado em 2010. Com previsão de se estender até 2020, ele acabou rediscutido e teve prazo de cumprimento ampliado para 2035. O período maior foi calculado porque, após o tratamento primário para acabar com o esgoto jogado no rios, será preciso o tratamento secundário, a partir de 2020.

Fundo. Entre os investimentos necessários para melhorar as Bacias PCJ estão a construção de Estações de Tratamento de Esgoto (ETE) e a recomposição da mata ciliar. Já a poluição que fica no fundo dos rios é uma das questões a serem resolvidas futuramente. Especialistas dizem que a sujeira acumulada é difícil de ser removida e demora para desaparecer.

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