Record agitava a região da Avenida Miruna

Os arredores da Avenida Miruna, em Moema, zona sul, onde fica o prédio que abrigou a Rede Record e a Rede Mulher, estão mais calmos desde que o local foi esvaziado. Em 2007, o espaço ficou com a Record News e hoje é escritório da Life Empresarial, ligado à Igreja Universal. Funcionários informaram que paredes foram derrubadas para a construção de um hospital.

, O Estado de S.Paulo

12 de setembro de 2010 | 00h00

Dono de uma mecânica na frente do prédio, Sérgio Proença diz que essas mudanças não causaram grande impacto. "Nosso movimento vem da Avenida 23 de Maio e dos clientes do Shopping Ibirapuera. Uma vez o Raul Gil consertou o carro aqui. Mas, sinceramente, a Record nunca foi assunto na mecânica."

Para Giorgina do Céu Gonçalves, dona do Bar e Lanche Isiense, na frente do prédio, o bairro valorizou e, com os escritórios, a frequência de seu estabelecimento melhorou. Na época da Record, cada dia havia um público diferente. Ela conheceu o cantor João Paulo, já morto, e o parceiro, Daniel, além de Sandy e Júnior. Aos domingos, as ruas eram fechadas e as caravanas usavam o banheiro do bar. "Vinha um pessoal esquisito e o bairro não ia para frente."

Na antiga sede do jornalismo da Globo, na Avenida General Olímpio da Silveira, no centro, nada mudou no cotidiano da vizinhança. Nem a Padaria das Palmeiras, com 102 anos, sentiu efeito com a mudança da emissora para a zona sul. A tradição faz a casa receber visitas ilustres, de políticos como Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Gilberto Kassab (DEM) ao piloto Emerson Fittipaldi e integrantes do CQC. Diariamente, passam pela padaria 5 mil clientes e são vendidos 2.500 pedaços de pizza no balcão. "O movimento não para, com ou sem Globo. O que estraga às vezes são os feriados e festas de fim de ano", diz o proprietário, o português Delfim Santos, de 60 anos.

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