Reconhecido, assaltante é preso e indiciado por latrocínio

Crime aconteceu no Rio Pequeno, zona oeste de São Paulo, quando vitima chegava da academia

Ricardo Valota, da Central de Notícias,

02 Fevereiro 2010 | 04h38

Preso desde o dia 16 de janeiro em um Centro de Detenção Provisória (CDP) da capital paulista, após tentativa de assalto a uma residência, o criminoso Alessandro Costa dos Santos, de 18 anos, foi indiciado, nesta segunda-feira, 1, por latrocínio - roubo seguido de morte - no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

 

O rapaz é acusado de matar, a tiros, na da noite do dia 5 de janeiro, o gráfico Anderson Fernando da Silva, de 23 anos, que tentou defender a irmã, Elaine Cristina da Silva, 28 anos, surpreendida no portão de casa, a de nº 280 da Rua Doutor João Vieira Neves, no Jardim Esmeralda, região do Rio Pequeno, zona oeste de São Paulo, quando chegava da academia.

 

Naquela noite, ao ser abordada por uma dupla armada, Elaine se assustou e gritou. Anderson, que estava ao computador, ao ouvir o grito da irmã, foi até o portão. A dupla, que fugiu levando a bolsa de Elaine, atirou duas vezes, atingido um dos seios da jovem e o peito do rapaz. O casal de irmãos foi encaminhado para o Hospital Universitário, onde Anderson já chegou morto.

 

Elaine sobreviveu, e nesta segunda-feira, reconheceu Alessandro como sendo um dos assaltantes. A delegada Elizabete Sato, do DHPP, cruzou os dados, comparou a foto de Alessandro com o retrato falado de um dos suspeitos e, finalmente, contou com o reconhecimento de Elaine. O latrocínio, na ocasião, foi registrado na delegacia do Butantã (51ºDP).

 

Violência 

 

Localizada a 300 metros da Favela do Sapé, a Rua Doutor João Vieira Neves não tem um histórico muito bom, pois já havia sido palco de outro latrocínio. Nela, no final da noite de 12 de dezembro de 2008, a médica ginecologista, Nadir Oyakawa, de 53 anos, foi baleada e morta por assaltantes. Ela era uma das principais autoridades no Brasil no tratamento do HPV e chefiava o setor de laser do Hospital Pérola Byington.

 

Nadir morreu ao tentar escapar de três assaltantes que a abordaram na porta da casa do irmão dela. Ocupando um Zafira prata, a médica tinha acabado de deixar em frente ao portão um casal de sobrinhos. Neste momento, os criminosos apareceram e anunciaram o assalto. Temendo pela integridade física dos sobrinhos, ela buzinou e pediu para que eles entrassem rapidamente. Um dos criminosos, assustados com a reação da vítima, atirou, atingindo Nadir na região dos rins.

 

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