Recomeça o julgamento do motoboy acusado de matar a cunhada

Sandro Dota é acusado de estuprar e matar a universitária Bianca Consoli em 13 de setembro de 2011

Luciano Bottini Filho, O Estado de S. Paulo

24 de julho de 2013 | 12h15

SÃO PAULO - O segundo dia do julgamento de Sandro Dota, o motoboy acusado de estuprar e matar a universitária Bianca Consoli em 13 de setembro de 2011, começou na manhã desta quarta-feira, 24. O júri, iniciado na tarde de terça-feira, foi retomado por volta das 10h50 no plenário 4 do Fórum Criminal da Barra Funda, presidido pela juíza Fernanda Afonso de Almeida, da 4ª Vara do Júri. A primeira testemunha ouvida é a perita criminal Angélica de Almeida.

"O exame indica uma probabilidade de Bianca ter sido estuprada, mas não dá para ter absoluta certeza disso", afirmou a perita ao júri. Segundo o Ministério Público, Dota estuprou a vítima antes de matá-la, depois de ela ter saído do banho e se preparar para ir à academia. Ele teria assassinado Bianca, então com 19 anos, por que ela se recusava a ter relações com ele, que era casado com a sua irmã. O laudo pericial, segundo a defesa, no entanto, não foi conclusivo com relação ao estupro, pois indicaria que houve apenas "uma lesão de material contundente" no ânus do corpo, encontrado pela mãe com roupas na sua residência, na zona leste.

Bruno Barranco, ex-namorado de Bianca, é a próxima testemunha a ser ouvida. Segundo ele, o réu assediava a cunhada.

No primeiro dia foram ouvidas três testemunhas: a mãe da vítima, Marta Maria Ribeiro Consoli, o investigador Maurício Silva Vestyik, e a delegada Giselle Priscila Capelo, que conduziu o caso no início. As duas primeiras testemunhas foram chamadas pela acusação e a terceira pela defesa.

Já foram dispensadas quatro testemunhas. A primeira era protegida e foi chamada pela acusação. Segundo depoimento da mãe da vítima ao júri, a testemunha era amiga de Bianca e se recusou a participar da audiência por medo de represália do réu, que a teria ameaçado por telefone de dentro da prisão. Ele está preso, preventivamente, desde 2011. Também foi dispensado Danilo Ribeiro Consoli, de 12 anos, filho de Daiane Consoli, irmã da vítima, que também deverá ser ouvida durante o julgamento. Ele era uma das testemunhas da defesa.

A expectativa é que o julgamento termine até a quinta-feira. Ao todo foram arroladas 17 testemunhas, das quais, excluindo as que foram dispensadas e as já ouvidas, restam ainda nove. Depois, haverá o interrogatório do réu, os debates entre defesa e acusação e o júri se reunirá para deliberar sobre a sentença.

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