Rebouças tem menor velocidade desde 1997

Em média, veículos trafegaram a 7,1 km/h nos horários de picos da tarde no ano passado; há 15 anos, era 17,5 km/h

O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2012 | 03h02

O corredor das Avenidas Eusébio Matoso, Rebouças e Rua da Consolação, usado como parâmetro pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para monitorar a eficiência do rodízio municipal de veículos, teve em 2011 o pior desempenho desde que a restrição ao trânsito entrou em vigor, em 1997. No ano passado, a velocidade média da via foi de apenas 7,1 km/h no horário de pico da tarde.

Em 1997, essa velocidade era de 17,5 km/h - a queda no período é de 59%. Os dados estão na 14.ª Avaliação da Operação Horário de Pico, relatório anual publicado ontem no Diário Oficial da Cidade.

A baixíssima velocidade, no entanto, não foi acompanhada pelo restante da cidade. O relatório mostra que, na média da capital como um todo, a velocidade dos carros entre 17h e 20h ficou em 26 km/h nas vias de trânsito rápido (contra 31 km/h em 1997) e 17 km/h nas vias arteriais (quando começou o rodízio, era 19 km/h).

A queda maior no corredor modelo é explicada, segundo o relatório, por obras viárias que ocorreram ali no ano passado. O corredor de ônibus que ocupa uma das três faixas de circulação teve o piso trocado e, em alguns pontos da via, foi preciso bloquear uma das faixas restantes também.

Fora do pico. Outro dado trazido pelo relatório mostra que a velocidade média geral de congestionamentos caiu mais fora dos horários de restrição. A comparação desse índice, no estudo, é feita com o ano de 2008. Na parte da manhã, a queda é de 14% (de 68 quilômetros de filas para 58 ). No pico da tarde, foi de 30%, de 110 quilômetros para 77. E, fora do pico, foi de 43% - de 51 para 29 quilômetros.

A CET foi procurada, mas nenhum técnico deu entrevista para comentar o estudo. / B.R.

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