Rebelião em presídio de Osasco chega ao fim

Polícia e envolvidos não chegam a consenso sobre número de feridos; não houve mortos

AE

12 de abril de 2008 | 06h22

Depois de sete horas de duração, encerrou-se por volta das 22h30 de sexta-feira (11) a rebelião dos detentos do presídio de número 1 do Centro de Detenção Provisória (CPD1), de Osasco, na Grande São Paulo, iniciada por volta das 15h30. O Centro de Operações da Polícia Militar (Copom) afirma que, durante a rebelião, apenas quatro internos tiveram ferimentos sem gravidade.  As labaredas e os grossos rolos de fumaça preta que subiam ao ar daquele presídio com mais de 2 mil internos, criaram expectativa de conseqüências mais drásticas. Até as 4h da madrugada deste sábado, nenhum dos socorridos foi liberado do Hospital Regional de Osasco. Um advogado, cujo cliente está entre os feridos, afirma que o número de feridos é bem maior que o oficial e pode chegar a 20. O motivo da rebelião não foi revelado. Funcionários do CPD1 contam que o tumulto começou de repente e que três pessoas foram feitas reféns. Os rebelados atearam fogo colchões e outros objetos e que vários deles portavam estiletes. Segundo a PM, nenhum dos socorrido ao hospital seria refém. Ainda não se sabe, também, o que foi apreendido, após a rendição dos rebelados.  No mínimo 20 equipes do batalhão da Polícia Militar local foram encaminhas para reprimir essa rebelião. Participaram também da ação tropas do 3º Batalhão de Choque da PM.

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