Fabio Motta
Fabio Motta

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

09 Julho 2017 | 03h00

Sem armamento suficiente nem condições de adquirir material bélico em solo brasileiro para lutar contra o governo provisório de Getúlio Vargas, os rebeldes de São Paulo tentaram comprar seis aviões de guerra nos Estados Unidos em 1932, que entrariam no País via Bolívia. Em uma ação ousada, que contou com o auxílio de um tenente e um major norte-americanos, os revolucionários paulistas chegaram a pagar US$ 250 mil (o que hoje seriam R$ 825 mil) pelas aeronaves. Elas não foram entregues: o negócio foi interrompido graças a uma intervenção do Departamento de Estado americano, a pedido do Ministério das Relações Exteriores (MRE) de Vargas.

O plano foi relatado em comunicado sucinto enviado pelo MRE, do Rio, então capital federal, a seu embaixador em Washington, Rinaldo Lima e Silva, datado de 3 de setembro de 1932. Classificada como confidencial e tendo como assunto “Situação política interna”, a mensagem dizia (com grafia atualizada pela reportagem): “O Ministério da Guerra informa que os revolucionários de São Paulo procuram adquirir neste país seis aviões Curtiss, que devem vir via Bolívia. Renovamos a recomendação para que essa embaixada exerça a maior vigilância, a fim de evitar qualquer aquisição de material bélico para os rebeldes.”

Sozinhos, sem o apoio de insurgentes de outros Estados – os constitucionalistas do Rio, Minas e Rio Grande do Sul haviam sido presos ou derrotados –, os revoltosos paulistas tinham dificuldades de se armar. Recorreram à fabricação de artefatos improvisados, como explosivos, e o uso de engenhocas, como a matraca, feita de madeira e dotada de manivela, que produzia som semelhante ao de metralhadora, e tinha como objetivo assustar o oponente, retardando seu avanço no solo. 

Entre milhares de documentos da diplomacia nacional, a comunicação Rio-Washington sobre a tensão provocada pela Revolução de 1932 está guardada em volumes encadernados e meticulosamente organizados pelo Arquivo Histórico do Itamaraty, no Rio. Tudo pode ser consultado pelo público, mediante agendamento.

A correspondência mostra que os contatos clandestinos Brasil-EUA eram feitos de uma estação telegráfica em Nova Jersey. Intermediada pelo tenente Lee Wade e pelo major Fleet, do Exército americano, que integrantes da “contrarrevolução” conheceram em passagem deles por São Paulo, a tentativa de aquisição das aeronaves denota a audácia de São Paulo no seu esforço de guerra. “Eles tinham muito pouco equipamento contra todo o poderio do Ministério da Guerra, e estavam sendo bombardeados, daí o desespero para ter aviões e armas modernas. Contavam que seria um movimento nacional, mas tudo acabou restrito a São Paulo”, lembra o historiador Marco Antônio Villa, autor do livro 1932: Imagens de uma Revolução (Imprensa Oficial de São Paulo).

As aeronaves não poderiam entrar no Brasil pela Região Sudeste (o Rio estava sob domínio de forças federais e Santos estava sitiada pelo mar e pelo ar), o que exigiria operação arriscada. Elas chegaram a ser parcialmente pagas com depósitos no Citibank em favor da Consolidate Air Craft, de Nova York. Quando a empresa foi alertada de que os compradores eram insurgentes brasileiros, cancelaram as tratativas. A posição oficial de Washington em relação ao levante em São Paulo era de neutralidade, no entanto, em nome do bom relacionamento bilateral, o Departamento de Estado dos Estados Unidos mandou mensagens tranquilizadoras a Lima e Silva sobre a empreitada rebelde. 

Mesmo desejo. Em pleno julho daquele ano, o governo Vargas também tratara de importar aviões para se fortalecer contra os rebeldes. Sem conflitos externos, a força aérea do Exército era obsoleta, datada ainda do início do século. Não havia sido criada a Força Aérea Brasileira (FAB) – o que aconteceu só em 1941. 

O desejo brasileiro foi expresso em telegrama confidencial do dia 15 de julho do MRE ao embaixador nos Estados Unidos, com a marca de urgente. “O governo brasileiro desejaria adquirir urgentemente aviões militares americanos do último modelo em uso nas forças aéreas desse país. O Ministério da Guerra informa que esse modelo é secreto. Não obstante desejamos que Vossa Excelência procure informações, se possível, sobre preços e especificações e facilidades para vinda imediata.” 

Na mesma mensagem, no entanto, o governo buscava passar serenidade acerca da turbulência interna à sua missão diplomática nos Estados Unidos: “Situação aqui perfeitamente tranquila, mantendo o governo o cerco aos rebeldes e procurando dominá-los com o menor sacrifício material e de vidas.”

O fluxo de mensagens com esse conteúdo foi intenso nos dias seguintes, demonstrando a apreensão do ministério de Vargas. No dia 18 de julho, em caráter “urgentíssimo”, seguiu novo telegrama, que especificava a encomenda: “cinco Boeings com motor Hornet e dez aviões Vought-Corsair com motor Hornet ou então cinco aviões Hawk com motor Wright-Cyclone e dez aviões Helldrives com motor Wright-Cyclone”, “novos e inteiramente equipados com o equipamento militar americano”. 

Ainda em julho, também foram feitos pedidos pelo Ministério da Guerra às fábricas Waco Aircraft Company Troy, do Estado de Ohio, e Colt Patent Fire Arms, em Connecticut, de metralhadoras de aviação, cartuchos e outros materiais bélicos. Todos com requisição expressa de facilitação no embarque para o País.

Foi requerido, até mesmo, que as forças armadas americanas abrissem mão dos próprios aviões, ainda em processo de fabricação, “como prova de amizade” – tamanha a premência do cenário brasileiro. Uma comunicação de agosto confirma que foram adquiridas 28 aeronaves. Mas os registros não informam se foram efetivamente utilizadas contra os insurretos. A brevidade da revolução indica que não.

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Antonio Penteado Mendonça *, O Estado de S.Paulo

09 Julho 2017 | 03h00

A Revolução de 1932 não acabou. A afirmação pode soar um pouco estranha, na medida em que a maior parte dos brasileiros, em 2017, não sabe o que foi o movimento nem as razões que levaram o Estado de São Paulo a se levantar em armas, numa luta desigual com o restante do Brasil. 

Esse esquecimento não é culpa de 1932. É culpa do Brasil que apaga da sua história os movimentos e personagens que dignificam a nação, dão estrutura para a sociedade e servem de exemplo para as novas gerações.

1932 não é exceção à regra. Ao contrário, dadas suas principais características, o movimento paulista, tão logo explodiu, foi distorcido e chamado de separatista pela ditadura no intuito de desmoralizar São Paulo diante dos demais Estados, como ferramenta para isolá-lo do restante do País e permitir sua subjugação rápida pela ação integrada do Exército e das polícias estaduais.

Além disso, terminada a guerra, três meses após a marcha inicial dos paulistas em direção ao Rio de Janeiro para tentar derrubar a ditadura de Getúlio Vargas, o governo federal e os movimentos de esquerda, notadamente os comunistas, começaram a solapar os fatos e apagar a história, porque, antes de tudo, a Revolução de 1932 foi um movimento nascido no seio da burguesia, que recebeu imediatamente o apoio de toda a população do Estado para se implantar os valores democráticos, prometidos e rapidamente destruídos pela Revolução de 1930, que traiu os ideais de boa parte de seus idealizadores e empossou Getúlio Vargas como ditador.

Da mesma forma que não acabou, a Revolução de 1932 não nasceu no dia 9 de julho daquele ano. O início da história retroage à segunda metade do século 19, quando a imigração europeia arejou a visão político-social do Estado e a força criadora dos paulistas encontrou parâmetros, objetivos e sonhos novos para direcioná-la – e a sua capacidade de gerar riquezas – a um padrão socioeconômico inédito no Brasil.

Enquanto o País seguia na sua toada de senhor de escravo, já sem escravo, São Paulo enveredava pela trilha da modernidade e do empreendedorismo, com os vastos recursos do café sendo investidos em atividades novas, em empresas com tecnologias e produtos desconhecidos até então, trazidas pelos imigrantes, boa parte deles com habilidades intelectuais e profissionais desconhecidas no Brasil.

Assim, o parque industrial paulista começa a tomar forma, inicialmente com base na indústria têxtil, indispensável para a confecção da sacaria para o café, e, depois, rapidamente se expandindo para outras áreas, de alimento a maquinário pesado.

O salto tecnológico traz o salto social. A cidade de São Paulo entra na sua corrida desenfreada para se transformar na “Cidade que Mais Cresce no Mundo”. As escolas se aprimoram, novos cursos são abertos, o ensino público é da melhor qualidade, o atendimento à saúde vê surgir as majestosas instalações da Santa Casa, o interior é beneficiado pelo progresso, com as principais cidades oferecendo condições de vida equivalentes às da capital, e o Porto de Santos se torna o mais importante e moderno do País.

A Revolução de 1930 leva à ruptura da ordem política, coloca Getúlio Vargas como ditador e, por erro de visão, entrega São Paulo aos chamados “tenentes”, que não tinham a menor noção do que acontecia no Estado, mas não queriam São Paulo na condição de liderança em que estava fazia mais de 50 anos.

1932 começa a tomar forma neste momento. Os paulistas se sentem ameaçados pela postura dos “tenentes” e reagem como podem. Sem serem ouvidos, começam a se manifestar nas ruas, nas agremiações, nos jornais, etc. O movimento toma vulto, empurrado por ações equivocadas adotadas em relação à administração do Estado.

Ao se sentir realmente desprezada, a população, puxada pela burguesia, acelera os protestos, até a situação atingir um patamar insustentável, que deságua no movimento armado de 9 de julho de 1932. Em outubro, São Paulo foi derrotado no campo de batalha. Parte importante de suas lideranças foi exilada. O Estado foi militarmente ocupado. 

Mas Getúlio Vargas era um homem inteligente, com um projeto de industrialização para o Brasil. A única forma de realizá-lo era por meio dos paulistas. Em 1933, nomeia Armando de Salles Oliveira Interventor no Estado, anistia os exilados e se aproxima, com Roberto Simonsen, dos industriais paulistas.

Em 1934, São Paulo dá ao Brasil a Universidade de São Paulo. Muito mais importante do que a Constituição votada naquele ano ou mesmo do que todas as demais constituições que vigoraram no Brasil, a USP começa a formar líderes políticos e empresariais com cultura, preparo e capacidade profissional muito acima do que se via até então.

De lá até os dias de hoje, os ideais da Revolução de 1932 imprimiram cada vez com mais força sua marca na vida nacional. Foi e continua sendo uma trajetória acidentada e difícil, mas o estado democrático de Direito que o País vive desde meados dos anos 1980 mostra sua vitalidade, inclusive neste momento dramático da vida nacional, quando os valores do Brasil arcaico ameaçam retardar o progresso social da nação.

1932 quer dizer democracia, meritocracia, competência, capacidade de ação e de superação, entrega, respeito à lei, ao próximo e aos valores maiores que fazem e viabilizam uma nação. Por isso, a Revolução de 1932 está mais viva do que nunca no peito de todos os brasileiros indignados com o que fizeram com o País.

* É PROVEDOR DA SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DE SÃO PAULO E SECRETÁRIO-GERAL DA ACADEMIA PAULISTA DE LETRAS (APL).

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José Maria Mayrink, O Estado de S.Paulo

09 Julho 2017 | 03h00

Um batalhão mirim, com 45 crianças e adolescentes da Sociedade MMDC, de veteranos de 1932, mais um contingente de mais 60 a 70 soldadinhos da Polícia Militar participarão hoje do Desfile de 9 de Julho, no Parque do Ibirapuera, na comemoração do aniversário de 85 anos da Revolução Constitucionalista. MMDC é a sigla formada pelos nomes dos quatro jovens – Miragaia, Martins, Dráusio e Camargo – mortos em 23 de maio, em um tiroteio no centro da cidade. 

“Nosso exército desfilará com fardas iguais às usadas pelos combatentes, para lembrar a história ainda recente da revolta de São Paulo contra a ditadura de Getúlio Vargas, pois compete a nós, a geração atual, manter a memória do que ocorreu e não deixar que se percam os valores pelos quais os paulistas lutaram”, disse a advogada Sílvia Regina Giometti Luz Magalhães, responsável pela arregimentação dos participantes na MMDC.

Os meninos foram treinados na Escola Superior de Sargentos da Polícia Militar, Sargento Roselin Dias. Acompanhados dos pais, receberam o fardamento, assistiram a um vídeo sobre a Revolução de 32 e ouviram uma breve explicação sobre o movimento. Quase todos são netos ou bisnetos de veteranos. No desfile do ano passado, nove crianças e adolescentes marcharam ao lado de adultos. “Temos agora o maior número de participantes”, informou Sílvia Magalhães. 

Provavelmente nenhum veterano ex-combatente comparecerá este ano ao Ibirapuera. “Temos apenas 19 sobreviventes, se não tiver morrido mais alguém”, observou o coronel reformado Mário Ventura, de 80 anos, presidente da Sociedade MMDC. Da lista de veteranos, constam ex-combatentes da antiga Força Pública (atual Polícia Militar), todos com mais de 104 anos, e civis que serviram como escoteiros, ainda adolescentes, para entrega de correspondência às famílias dos soldados.

Um dos veteranos, coronel Irany Paraná do Brasil, de 104 anos, escreveu em 2005 o livro 1932 – A Guerra de São Paulo, no qual conta a sua experiência na luta e interpreta os fatos que provocaram a Revolução Constitucionalista, à qual aderiu aos 18 anos. 

“Muitos perguntam que guerra foi aquela entre irmãos... Perguntamos a nós mesmos e respondemos: não, de nada valeu aquele sacrifício”, escreveu o coronel em 2005, ao citar um comentário do historiador Hélio Silva sobre a necessidade de se analisar a guerra paulista e suas consequências com base em depoimentos de personagens que dela participaram. Foi o que fizeram outros historiadores que estudaram o episódio, entre eles Hernâni Donato (A Revolução de 32), Antônio Carlos Pereira (Folha Dobrada), José Alfredo Vidigal Pontes (1932, o Brasil se Revolta), Marco Antonio Villa (Imagens de uma Revolução) e Carlos Daróz (Um Céu Cinzento, a História da Aviação na Revolução de 1932).

“A Revolução de 1932 é um dos episódios menos conhecidos da história recente do Brasil, apesar de haver sobre o assunto vasta literatura”, afirma o jornalista Antônio Carlos Pereira, na Introdução de Folha Dobrada, publicado em 1982. Editor de Opinião de O Estado de S. Paulo, ele descreve o engajamento do jornal e de seus proprietários, a família Mesquita, na guerra contra o presidente Getúlio Vargas, que haviam apoiado em 1930. O movimento de oposição não foi só da oligarquia e dos barões de café, como alguns analisam, mas da maioria do povo paulista, com apoio da Força Pública, que logo aderiu à revolta. Nem foi um movimento separatista – como afirmavam os adversários.

A revolta uniu políticos, empresários, militares e milhares de voluntários. As elites se mobilizaram pelo Partido Republicano Paulista (PRP), em aliança com o Partido Democrata. A chegada de Vargas ao poder acabou com a política do café com leite, pela qual paulistas e mineiros se revezavam no governo. São Paulo, o Estado mais rico da federação, perdeu espaço no cenário nacional e aliou-se a Minas e ao Rio Grande do Sul contra a incipiente ditadura, quando Vargas dissolveu o Congresso e as assembleias estaduais. 

84 dias. Os paulistas decidiram pela luta armada. A deflagração estava marcada para 14 de julho, mas foi antecipada para o dia 9, por causa do risco de traição. A convocação para a luta atraiu, em dois dias, cerca de 50 mil voluntários. A guerra durou 84 dias, de 9 de julho a 2 de outubro. Sob o comando do general Isidoro Dias Lopes, veterano da Revolução Paulista de 1924 contra Artur Bernardes, o general Bertoldo Klinger foi nomeado chefe das operações e o coronel Euclydes Figueiredo assumiu a Frente Norte, no Vale do Paraíba.

São Paulo inscreveu mais de 200 mil voluntários, mas só uns 30 mil ou 40 mil tinham condições de lutar. As forças federais ultrapassaram 300 mil soldados. As baixas foram enormes. Marco Antonio Villa fala em 634 mortos constitucionalistas, enquanto Hernâni Donato calculou mais de mil.

A imprensa paulista apoiou e incentivou o movimento até o fim. Apesar de consecutivos revezes, os jornais informavam que os constitucionalistas iam vencer. “O Exército da lei mantém valentemente as suas posições”, dizia a manchete do Estado, em 29 de setembro, quatro dias antes da rendição. Julio de Mesquita Filho, que lutava na linha de frente do Vale do Paraíba, ao lado de seus irmãos Francisco e Alfredo Mesquita, protestou, com outros líderes civis, quando o general Klinger propôs o armistício e se rendeu ao poder central, no dia 2 de outubro. Os civis acreditavam que São Paulo ainda teria condições de virar o jogo. Não tinha.

Motivos da derrota. Historiadores e analistas militares apresentam três motivos para a derrota da Revolução Constitucionalista: a precariedade de armamentos, o fato de o general Klinger não ter trazido de Mato Grosso, onde era comandante, os homens prometidos (desembarcou na Estação da Luz com 10 subordinados) e o fato de o coronel Euclydes Figueiredo não ter avançado logo para o Rio. O coronel estacionou tropas em Cruzeiro, à espera de reforços mineiros e gaúchos. Foi um erro: Minas e Rio Grande do Sul aderiram às tropas federais de Getúlio Vargas.

Presos após a derrota, os principais líderes da Revolução foram deportados para Portugal. Eram 48 oficiais do Exército, 3 da Força Pública e 53 civis, entre os quais Julio de Mesquita Filho, Francisco Mesquita, Paulo Nogueira Filho, Pedro de Toledo, Antônio Mendonça e Guilherme de Almeida. Voltaram em 1933, com a anistia decretada por Getúlio. “Entrego o governo de São Paulo aos revolucionários de 1932”, afirmou o presidente, ao nomear interventor o paulista Armando de Salles Oliveira, depois eleito governador pela Assembleia. Em 1934, o País ganhou Constituição e liberdade que durou pouco tempo, até 1937, quando o Estado Novo reinstalou a ditadura. Os revolucionários constitucionalistas consideraram que tiveram uma vitória política em 1932, apesar da derrota militar. 

 

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José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

09 Julho 2017 | 03h00

Os restos mortais de mais cinco ex-combatentes – José Custódio de Oliveira, Estanislau Gorniack, Jorge de Paula Souza, Augusto Aparecido Leite e Hermes Florentino dos Santos – serão depositados hoje no Mausoléu do Soldado Constitucionalista, no subsolo do Obelisco do Parque do Ibirapuera. Eles se juntam a outros 847 homenageados no memorial, inaugurado em 1954 com os corpos de Martins, Miragaia, Dráuzio e Camargo. O translado faz parte do memorial dos 85 anos. 

Os seis últimos sobreviventes do exército de 35 mil soldados que empunharam armas também serão lembrados em várias partes do Estado. “Eles estão muito velhinhos, todos aí na faixa dos 104 anos. Alguns sofrem dos males da velhice, como a surdez e o Alzheimer, mas devem ser admirados e cultuados, pois são heróis vivos”, diz o presidente da Sociedade Veteranos de 32 – MMDC, coronel reformado da PM Mário Fonseca Ventura.

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