Realidade lembra roteiro do ''Tropa 2''

Delegado assume cargo na pasta da Segurança que coronel Nascimento ocupou no filme

Márcia Vieira, O Estado de S.Paulo

16 Fevereiro 2011 | 00h00

Cláudio Ferraz, o delegado que saiu vitorioso na queda de braço com Allan Turnowski, ex-chefe da Polícia Civil do Rio, é um dos autores do livro Elite da Tropa 2, que serviu de base para a elaboração do filme Tropa de Elite 2, maior bilheteria da história do cinema brasileiro. Ferraz foi promovido na semana passada a superintendente de Contrainteligência da Secretaria de Segurança do Rio de Janeiro.

Curiosamente, no filme de José Padilha, o então coronel Nascimento (Wagner Moura) abandona a farda, sai do Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e assume a Subsecretaria de Inteligência. Lá, descobre que a corrupção policial vai muito além do "arrego" (pedágio) pago por traficantes.

O longa de Padilha traça um retrato das milícias no Rio, formadas por policiais. Na vida real, Ferraz é o homem que conseguiu prender mais de 300 policiais envolvidos com milícias. O livro, assinado também por Luiz Eduardo Soares, André Batista e Rodrigo Pimentel, conta detalhes de vários casos comandados por Ferraz na Draco, a Delegacia de Combate ao Crime Organizado que foi alvo de denúncias de Turnowski.

No filme, o coronel Nascimento sofre um atentado e o filho quase morre em outro ataque promovido por policiais corruptos. Mas consegue denunciar o envolvimento de políticos e milicianos na Assembleia.

Limpeza. Na vida real, Cláudio Ferraz sai fortalecido da crise na Polícia Civil e, pelo menos por enquanto, é o escolhido do secretário José Mariano Beltrame para cuidar da limpeza na polícia do Rio.

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