Realengo: a última vítima recebe alta

Thayane ficou 68 dias internada após levar 4 tiros. Ela não consegue andar, mas já tem [br]sensibilidade nas pernas

Tiago Rogero e Alfredo Junqueira, O Estado de S.Paulo

15 de junho de 2011 | 00h00

RIO

Recebeu alta no início da tarde de ontem a última vítima do massacre na Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio, que ainda permanecia internada. Depois de passar 68 dias em dois hospitais da rede estadual, Thayane Tavares Monteiro, de 13 anos, vai continuar o tratamento e a reabilitação de movimentos em casa. Alvo de quatro tiros disparados pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira, a menina sofreu lesão medular e não consegue andar.

De acordo com familiares, o prognóstico de Thayane é positivo. Ela já consegue mexer alguns músculos e tem sensibilidade nas pernas. Em entrevista ao site G1, a mãe da estudante, Andréa Tavares, disse que ainda não há um quadro definido e é cedo para dizer que a adolescente não poderá mais andar. "O médico disse que tudo pode ser reversível, porque ela é muito nova. Ele disse que o melhor antibiótico é a fé", disse Andréa.

Thayane passou quase dois meses no Hospital Estadual Adão Pereira Nunes, em Duque de Caxias, e estava internada no Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into), no centro do Rio, há 13 dias. De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, a menina passou por cirurgia para retirada da bala na coluna. Ela foi avaliada pelo Centro da Coluna do Into e "a indicação médica determinada é o tratamento de reabilitação".

Ainda segundo a secretaria, a menina será acompanhada por equipe da Unidade de Atendimento Domiciliar por tempo indeterminado. "Ela vai receber tratamento multidisciplinar de reabilitação para sua independência funcional e suporte psicoterapêutico com fisioterapia, terapia ocupacional, psicologia e enfermagem."

Massacre. Thayane foi uma das estudantes surpreendidas pelo atirador Wellington Menezes de Oliveira no início da manhã do dia 7 de abril. Doze alunos morreram e outros 12 ficaram feridos. Oliveira se matou logo depois de ser atingido por um disparo feito pelo policial militar Márcio Alves, que correu para a escola depois de ser alertado por estudantes.

Ex-aluno da instituição, Oliveira entrou pelo portão principal, alegando que precisava buscar seu histórico escolar. Após falar com uma professora, seguiu para as salas e começou a atirar. Em vídeos encontrados após o crime, o atirador afirmava que havia sido vítima de bullying quando estudou ali.

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