Realengo: 21 alunos pediram transferência

Alunos do turno da tarde da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, zona oeste do Rio, começaram a voltar às aulas ontem, 11 dias após o massacre que deixou 12 mortos.

Pedro Dantas / RIO, O Estado de S.Paulo

19 de abril de 2011 | 00h00

Dos 140 estudantes, 82 voltaram para atividades de arte e terapia e dos mil alunos matriculados, 21 pediram transferência. Hoje voltam às aulas as turmas da manhã, que estavam na escola na hora da chacina. Três alunos baleados permanecem internados. Um teve alta ontem.

"A minha filha não aguenta olhar para os livros. Sei que aqui não será possível ela voltar", disse Renata dos Reis Rocha, mãe das gêmeas Bianca e Brenda. A primeira morreu baleada e a segunda foi ferida.

A secretária municipal de Educação, Claudia Costin, acompanhou ontem o primeiro dia de aula e afirmou que as reivindicações dos pais foram atendidas. "Eles requisitaram um psicólogo em tempo integral, mais dois inspetores e uma guarnição da Guarda Municipal."

Os alunos estavam apreensivos na entrada. Um estudante de 14 anos chegou chorando. "Ele ficou abalado porque a sala dele foi uma das invadidas, só que ele estuda à tarde", contou a mãe, Cintia de Moraes. Eles ficaram no pátio, pois o 1.º e 2.º andares estão sendo reformados. O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse em Genebra que as autoridades não tinham como prever o massacre. "Esse caso foi doença, alguém que estava fora de suas faculdades mentais. A segurança nunca vai vencer isso."

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