Du Amorim/Divulgação
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Reajuste de 15,2% na conta de água é 'correto', diz Alckmin

Índice é aquém do que a Sabesp havia solicitado, de 22,7%, para compensar as perdas provocadas pela crise da água

Felipe Resk e Ricardo Chapola, O Estado de S. Paulo

06 de maio de 2015 | 13h50

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) disse nesta quarta-feira, 6, que a decisão da Agência Reguladora de Saneamento e Energia do Estado de São Paulo (Arsesp) de autorizar o reajuste de 15,2% na conta de água foi "correta". 

"Não é o que a Sabesp queria, mas é o que a Arsesp definiu. Nós achamos que é o correto", disse. "A agência verificou todos os indicadores - aumento do custo, especialmente a energia elétrica,  e queda da produção - e estabeleceu o valor". O índice é aquém do que a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) havia solicitado, de 22,7%, para compensar as perdas provocadas pela crise.

Investimentos. Um dia após a Sabesp admitir que vai atrasar obras previstas para este ano por falta de dinheiro, Alckmin afirmou que os principais investimentos para combater a crise hídrica não serão afetados. Entre eles, o governador citou a transposição do Rio Paraíba do Sul e o Novo Sistema São Lourenço, que não teriam o cronograma alterado.

"Nenhuma obra importante vai ser afetada. A Sabesp tem uma grande capacidade de investimento e as obras prioritárias serão mantidas com recursos próprios e com financiamentos já estabelecidos", afirmou Alckmin nesta quarta-feira, 6, durante um evento no Palácio dos Bandeirantes, no Morumbi, zona sul da capital paulista. 

No dia anterior, o presidente Sabesp, Jerson Kelman, disse que os atrasos são consequência do reajuste de 15,2% na conta de água.

Volume morto. Com a chegada do período seco, Alckmin não descartou voltar a recorrer à segunda cota do volume morto do Cantareira, principal manancial de São Paulo, para abastecer a população. "Se precisar, sim. Mas não estamos contando com isso", afirmou. 

O governo estadual espera concluir três frentes de obras nos próximos meses para compensar a queda de produção do Cantareira. Entre elas, está a transposição de água do Sistema Rio Grande, braço limpo da Represa Billings, para o Alto Tietê, considerada a ação mais urgente para evitar o rodízio. 

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