Hélvio Romero/Estadão
Hélvio Romero/Estadão

Reajuste da passagem de ônibus vai ficar abaixo da inflação, diz Haddad

Prefeito concedeu entrevista à Rádio Estadão na manhã desta segunda-feira; aumento da tarifa de transportes e parceria com governo do Estado no Metrô foram alguns dos assuntos abordados

Artur Rodrigues, O Estado de S. Paulo

15 Janeiro 2013 | 09h55

SÃO PAULO - O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), afirmou nesta manhã, em entrevista à Rádio Estadão, que a decisão de adiar para 1.º de junho o aumento da tarifa de ônibus também foi influenciada por conversa com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, sobre o efeito que isso teria para conter a inflação. "Entre janeiro e fevereiro, todas as tarifas são ajustadas. A questão da educação particular, do material escolar, ônibus. Muita coisa para administrar no começo do ano. Isso afeta as expectativas do mercado sobre a inflação. Então, se nós pudermos diluir ao longo do ano os aumentos contratuais isso vai facilitar a vida da gestão e do combate à inflação", disse Haddad.

O petista afirmou que vai aplicar um reajuste menor do que a inflação. "Meu compromisso é dar um reajuste inferior à inflação. (A inflação) tem de ser o teto e não a meta."

O prefeito criticou, sem citar nomes, a decisão da gestão anterior de não aumentar a tarifa no ano da eleição. Para ele, o certo é que os reajustes sejam anuais. "Não farei isso em 2016", disse.

Ainda sobre transporte público, Haddad afirmou que pretende se reunir com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) para tratar sobre uma possível integração do bilhete único mensal para ônibus, sua promessa de campanha, com o Metrô e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). "É um direito do cidadão ter um instrumento que fixa um teto do gasto com transporte público", disse.

Diferentemente de Gilberto Kassab (PSD), Haddad afirmou que não pretende investir dinheiro no Metrô. "Hoje, o recurso (repassado por Kassab) está disponível, aplicado no sistema financeiro", disse.

O prefeito defendeu, porém, a decisão de Kassab de baixar a velocidade de várias vias da capital. "Não há razão para que se saia numa sangria desatada pelas ruas", disse. Questionado se faria mais vias na cidade, disse que ele não será o foco de sua gestão, voltada mais ao transporte público. Como ressalva, porém, citou a Estrada do M'Boi Mirim, que será duplicada.

Ele também elogiou a gestão de Kassab nas melhorias feitas aos ciclistas. "Não acho que foram medidas cosméticas", disse. E cogitou vincular o Bilhete Único ao aluguel de bicicletas. COLABOROU FELIPE TAU

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