Ratos causaram mortes em 2004 e 2005

A administração do Zoológico de São Paulo já enfrentou situações de mortes inexplicadas de animais na última década. A primeira delas em 2004, quando 73 mamíferos que habitavam principalmente o setor "extra" - fora da área de exposição ao público - morreram. O caso foi relacionado, pela diretoria e pela polícia, a um envenenamento em massa dos bichos por um remédio utilizado para ratos. Chegou-se a suspeitar da participação de funcionários nas mortes.

, O Estado de S.Paulo

23 Setembro 2010 | 00h00

Entre o fim de 2004 e o início de 2005, outros 30 animais do Zoológico de São Paulo morreram por conta de uma doença rara transmitida pelos ratos - a encefalomiocardite. Os fatos - e as conclusões da perícia - foram confirmados em abril de 2007 ao Conselho Estadual do Meio Ambiente - por meio de carta.

A virose que atacou os bichos nunca havia sido registrada entre os animais selvagens do Brasil. Mas, antes do diagnóstico da doença, a polícia já tinha informações de que existia uma superpopulação de ratos no zoológico. À época, a administração descartou relação entre as duas sequências de morte de animais.

Logo após a série de mortes iniciada em 2004, a Fundação enfrentou um clima de desconfiança da comunidade internacional, o que dificultou o intercâmbio de animais. Uma leva de cachorros africanos chegou a ter a importação negada.

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