Rapper acusa vigias do Metrô de racismo

O rapper e produtor musical William Oliveira Santos, conhecido como PretoWill, de 25 anos, acusa de racismo e agressão corporal dois seguranças do Metrô de São Paulo. O caso teria acontecido na Estação Campo Limpo, da Linha 5-Lilás, na zona sul. O músico, que registrou a ocorrência no 37.º DP, diz que seu braço esquerdo foi puxado pelos agentes, o que causou uma luxação.

CAIO DO VALLE, O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2011 | 09h29

Santos diz que a confusão começou quando um dos seguranças começou a encará-lo "de um jeito intimidador" quando ele passou pela catraca. "Perguntei para ele se havia algum problema. Ele falou não e eu disse que não precisava ficar olhando para mim com cara de peixe morto."

Na plataforma, ele foi abordado pelo segurança e outro agente. Segundo o rapper, eles o revistaram e o puxaram pelo braço. O agente que encarou o rapper teria afirmado: "É, negão, agora você vai dar um rolê de busão. De metrô, não vai mais." E Santos foi retirado da estação.

Na versão dos agentes, o rapper teria proferido palavras de baixo calão. O rapper afirma que em nenhum momento fez ameaças. Em nota, o Metrô informou que vai aprofundar o esclarecimento dos fatos "com rigor e rapidez" e que o boletim de ocorrência não registra acusação sobre racismo. O rapper pretende abrir um processo por ter sido vítima de racismo e agressão física e psicológica.

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