Nilton Fukuda/AE
Nilton Fukuda/AE

Rapel na Fiesp promove a Virada Esportiva

Cinco especialistas usaram mosquetões e cordas para descer pelo prédio-símbolo da Avenida Paulista

Caio do Valle, O Estado de S.Paulo

14 de setembro de 2011 | 00h00

Na hora do almoço, quem andou ontem perto do prédio da Fiesp, na Avenida Paulista, se deparou com uma cena inusitada. Um grupo de cinco especialistas em rapel desceu 90 metros do edifício por sua famosa fachada, usando cordas e mosquetões. Nas calçadas, executivos, faxineiros, aposentados e até agentes da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) interromperam a rotina por alguns minutos, para acompanhar a descida.

A ação foi para promover a Virada Esportiva, que ocorre no próximo fim de semana na capital paulista. Durante o evento, os participantes terão a oportunidade de experimentar o rapel no Vale do Anhangabaú, no centro, e no Sumaré, na zona oeste. "É maravilhoso, porque incentiva a prática do esporte. Eu gostaria de fazer, pela sensação de liberdade", disse a secretária Roseli Almeida, de 50 anos, que assistiu à exibição.

O gerente de produção Edmar Vetturi, de 42 anos, parou perto da entrada da Estação Trianon-Masp do Metrô para gravar o espetáculo com o celular. "Já pratiquei perto de cachoeira, mas no meio da cidade é uma coisa totalmente diferente, que chama a atenção."

A própria arquitetura do prédio da Fiesp ajuda a atrair os olhares. Com a base mais larga do que o topo, a construção praticamente "se projeta" para a avenida, sendo visível de pontos afastados da Paulista. Não é à toa que o edifício já foi escolhido para ser o palco de outra escalada. Em 1996, o francês Alain Robert, mais conhecido como Homem-Aranha, subiu pela fachada de metal sem nenhum aparato de segurança. Diferentemente da ação de ontem, no entanto, aquela não foi autorizada.

Sem medo. O desafio das grandes alturas, que geralmente inspiram medo ou respeito, talvez explique o apelo do rapel para a maioria das pessoas que assiste a prática. Mais raro do que isso é usar esse esporte justo para combater o medo de altura. Foi o que fez a arquiteta Flávia Molina, de 24 anos, uma das especialistas que desceram ontem a fachada da Fiesp. "Eu tinha muito medo de altura. Até que, há dois anos, decidi fazer rapel para combater a fobia. Na primeira vez que desci, no interior, eu não parava de gargalhar. Não sabia se era de alegria ou de nervoso. Depois disso, viciei."

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