Rapaz suspeito de matar escritor é preso no Paraná

Foi preso na noite de anteontem o rapaz suspeito de matar o escritor paranaense Wilson Bueno, de 61 anos. Bueno foi assassinado na noite de 30 de maio, com uma facada no pescoço, no sobrado em que morava, na Vila Tingui, em Curitiba.

Evandro Fadel, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2010 | 00h00

Cleverson Petrecelli Schimitt, de 19 anos, confessou a autoria do crime. O motivo teria sido uma dívida de R$ 130 que Bueno teria com Schimitt. Por ter roubado dois celulares e uma máquina fotográfica, o acusado responderá por latrocínio.

Segundo o delegado de Furtos e Roubos, Silvan Rodney Pereira, uma das pistas foi um canhoto de cheque pré-datado para o dia 31, em que estava escrito Cleverson. Na casa do escritor, Schimitt apontou a faca que tinha usado no crime.

Para a polícia, os dois tinham se conhecido na sexta-feira anterior e Bueno teria contratado o rapaz para um programa amoroso e, depois, para desmanchar uma casa de madeira, dando-lhe o cheque. No entanto, o escritor ligou no domingo para Schimitt dizendo que mandara sustá-lo.

Como já tinha usado o cheque para comprar um botijão de gás, o rapaz foi à casa de Bueno fazer a cobrança. Segundo Schimitt, o escritor negou-se a restituir o valor. Eles teriam discutido e o suspeito foi à cozinha, pegou uma faca e a escondeu na manga da camisa, "só para assustar".

Quando retornou, o rapaz, que confessou ser usuário de droga, disse ter sentido cheiro de maconha e comentado: "Está nervosinho por causa da maconha." Bueno teria se alterado e tentado agredi-lo, quando Schimitt tirou a faca e perfurou-lhe o pescoço. Enquanto o escritor agonizava, fez uma busca na casa para tentar encontrar objetos de valor, para "cobrir o cheque".

"Estou arrependido do que fiz", afirmou Schimitt, que não tinha passagem pela polícia. "Eu não queria matar ele, queria só o meu dinheiro." O irmão de criação de Bueno, João Santana, não crê na versão de Schimitt. "Não acredito que o Wilson tenha sido agressivo, ele não tinha esse perfil." Segundo ele, seu irmão não era usuário de drogas.

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