Rapaz é morto por PM em suposto assalto; família da vítima diz que foi execução

Caso aconteceu em Guarulhos, na Grande São Paulo; dono do bar é PM reformado

Pedro da Rocha, estadão.com.br

30 de junho de 2011 | 09h05

SÃO PAULO - Um Policial Militar (PM) reformado e dono de um bar na Rua Fonte Boa, no bairro Vila Barros, em Guarulhos, atirou e matou Rodrigo Santos da Silva, de 28 anos, na noite de quarta-feira, 30. Segundo a PM, Silva teria tentado assaltar seu estabelecimento comercial. A família da vítima afirma que o rapaz foi morto por causa de uma discussão.

 

De acordo com a PM, Silva teria ido ao bar, por volta de 22 horas, na hora do fechamento, para comprar cigarro. O PM teria dito que não poderia vender mais nada por o bar estar fechado. Silva então sacou uma arma e anunciou o assalto, em companhia de um comparsa. Houve troca de tiros, Silva foi atingido e caminhou por cerca de 150 metros, até cair. Levado ao Hospital Geral de Guarulhos, não resistiu aos ferimentos.

 

O pai de Silva, João Bosco, de 49 anos, disse que o filho havia ido ao bar, na manhã de quarta-feira, para tomar uma cachaça. "Ele jogou um pouco da bebida no chão para o santo, e o PM ficou furioso". Ambos discutiram e Silva acabou indo embora.

 

Na noite do mesmo dia, Silva teria voltado ao bar, quando foi morto. "Meu filho voltou no bar para comprar cigarros. Conversei com duas testemunhas que disseram ter visto o PM discutido novamente com o Rodrigo, sacado a arma e disparado três tiros. Eles o levaram para o hospital em uma viatura, mas já chegou morto. O médico disse que ele deu entrada com cerca de 12 tiros", conta Bosco.

 

A polícia recolheu cinco cápsulas deflagradas no local do crime. Silva, que morava com a família próximo ao local do crime, havia passado sete anos preso por latrocínio (roubo seguido de morte).

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