Rainha faz campanha no Rio contra abuso infantil

Seis meses depois de o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) recomendar a todos os tribunais do País a instalação de salas especiais para coleta de depoimentos de crianças e adolescentes vítimas de violência, apenas 13 Estados já contam com instalações adequadas. São 40, em geral fruto de iniciativas isoladas de juízes sensíveis às dificuldades enfrentadas pelos menores para relatar o trauma que viveram, especialmente os de origem sexual.

Roberta Pennafort / RIO, O Estado de S.Paulo

17 de maio de 2011 | 00h00

O número foi divulgado pela Childhood Brasil, braço da World Childhood Foundation, ONG fundada há 12 anos pela rainha Silvia, da Suécia, para amparar as vítimas de exploração e abuso sexual. A rainha está no Rio para divulgar e participar de um show em benefício da entidade no Teatro Municipal do Rio, hoje, com artistas como Caetano Veloso e Maria Bethânia.

Ontem, em entrevista em português (ela é alemã, mas morou em São Paulo na infância), a rainha ressaltou a necessidade de encontrar maneiras de preservar as crianças em seus depoimentos à Justiça. "Elas têm de contar as histórias tantas vezes que o trauma acaba sendo eterno. Isso tem de ser feito com a ajuda de um psicólogo." No Rio Grande do Sul, projeto submete a vítima a um único interrogatório. Com ela na sala ficam um psicólogo ou um assistente social. Uma câmera transmite as imagens para outra sala, onde estão o juiz, as partes e o promotor. O depoimento é gravado e pode ser revisto.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.