Raí, o capitão do Morumbi

SÃO PAULO - O futebol em São Paulo não é mais o mesmo de 1988, data da foto mais antiga desta página. Bandeiras e cerveja em estádios foram proibidas. Arquibancadas ganharam cadeiras e tiveram público reduzido. Em compensação, a cidade está ganhando nova arena, na zona leste.

Edison Veiga e Rodrigo Burgarelli , O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2012 | 21h30

Três ídolos - que defenderam os três maiores times paulistanos - acompanharam de perto essas transformações e, a convite do Estado, voltaram a estádios que os consagraram. "Na final da Libertadores de 1992, mais de 100 mil pessoas estavam no Morumbi. Agora a capacidade não chega a 70 mil", diz o são-paulino Raí, capitão do time que ganhou o Mundial Interclubes de 1992.

Hoje, ele preside a ONG Gol de Letra e uma empresa de gestão de marcas. Também mudou de hábitos: vendeu o carro e só usa táxi, bicicleta e transporte público. "É uma nova vida", resume.

Um dos dez maiores goleadores da história do Palmeiras, Evair voltou ao Palestra Itália e reviu totalmente desfigurado o campo que lhe deu o apelido de "matador" - a nova arena deve ficar pronta só em 2013. Da foto original, muita coisa mudou. "Para começar, sou um jogador aposentado. Mas o principal foi a família: casei em 1995 com a Gisele e temos dois filhos."

Ídolo corintiano, Neto virou comentarista de rádio e televisão. Casado há 14 anos, também tem dois filhos. E o que mudou desde 1990, data de sua foto? "Cara, hoje é muito diferente. Como jogador, não ganhei na vida inteira o que o Neymar ganha em um mês", diz ele, no Pacaembu. "Mas o que mudou mais é que fiquei mais maduro. Hoje faço menos bobagens."

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