Radialista que faz campanha contra caça-níqueis sofre atentado

Primo do ex-governador Geraldo Alckmin foi atingido no pescoço e no braço mas não corre perigo

Pedro Henrique França, Agência Estado

23 de novembro de 2007 | 15h10

O radialista João Carlos Alckmin, 55 anos, foi atingido, na tarde de quinta-feira, 22, por dois tiros, durante o que a polícia acredita ter sido uma espécie de atentado contra sua vida, em São José dos Campos, no interior de São Paulo. O radialista foi atingido no pescoço e no braço. As balas não atingiram órgãos vitais. Alckmin está consciente.   O atentado aconteceu por volta das 18h30, quando João Alckmin passeava com seu cachorro na rua Humaitá, região central de São José dos Campos. O cachorro chegou a avançar no criminoso, que fugiu a pé e depois em uma moto. A fuga teria sido presenciada por testemunhas, que devem ajudar nas investigações.   O caso foi registrado no 1º Distrito Policial de São José dos Campos e a investigação está sob o comando do delegado Paulo Pereira, do Departamento de Investigações Gerais (DIG). A Polícia Federal também poderá entrar no caso. Acredita-se que o atentado tenha acontecido porque Alckmin lidera uma campanha contra a máfia dos caça-níqueis, que é investigada por esta autoridade e, portanto, passa por alçada federal.   O radialista vem realizando campanha de denúncia contra a máfia de caça-níqueis há alguns meses por meio de seu programa. Em julho deste ano, João teria sido alvo de um outro atentado, mas, confundido, a ação acabou atingindo seu colega advogado Rodrigo Duenhas. Rodrigo saía do escritório acompanhado da advogada Tania Lis Tizzoni Nogueira, quando foi alvejado com um tiro no pescoço. Tania é mulher de João Alckmin.

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