Radares-pistola flagram 2 mil motos na capital

Infrações da semana passada serviram como teste de equipamento e não serão enviadas. Desde ontem, a fiscalização passou a render multa

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

27 Março 2012 | 07h40

Os radares-pistola adquiridos pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) flagraram 2 mil motociclistas desrespeitando os limites de velocidade das vias de São Paulo, na semana passada. Foram, em média, 400 infrações por dia. Essas autuações, no entanto, não serão enviadas aos motoqueiros apressados. Elas só foram anotadas para testar os novos equipamentos. Ontem, porém, as multas começaram a valer na capital.

Os seis radares-pistola estão programados para fiscalizar, em sistema de rodízio, 65 pontos da cidade. A programação da CET prevê que sejam pelo menos 18 pontos de fiscalização por dia, durante 24 horas.

A assessora de Fiscalização da CET, Dulce Lutfalla, disse que os testes já revelaram que a lista de pontos fiscalizados pode ser alterada. Locais em que a incidência de multas foi baixa poderão receber menos ações de fiscalização da companhia, enquanto outros pontos da cidade, que não estão nessa relação inicial, poderão ser incluídos. "Essa é uma das grandes vantagens. Eles (os radares) são portáteis", afirmou.

Os pontos de fiscalização atuais foram escolhidos para monitorar os locais onde mais se registram acidentes envolvendo motos na cidade. "Não é nossa intenção aumentar o número de multas. O que queremos é reduzir o número de acidentes", disse. Os radares-pistola não têm autorização para aplicar outras multas, como o uso da pista expressa da Marginal do Tietê por motociclistas.

Teste. O radar fica na mão do agente, que o aponta para a motocicleta suspeita de estar acima do limite de velocidade da via. Se realmente estiver, o aparelho salva a fotografia, que depois é descarregada em uma das seis sedes operacionais da CET. Ali, são avaliadas por outros agentes da companhia, que confirmam a placa da moto e, então, enviam a multa ao endereço do proprietário.

O teste da semana passada incluiu todas as etapas do processo - exceto envio da multa. "É importante dizer que, caso a moto ultrapasse em 50% a velocidade máxima permitida da rua, o condutor perde a carta automaticamente", disse Dulce, que não revelou quantos dos cerca de 2 mil motoqueiros flagrados no teste cometeram esse tipo de infração na semana passada.

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