Racha: polícia pede prisão do segundo motorista

A Polícia pediu nessa segunda-feira, 30, à Justiça a prisão preventiva de Paulo Henrique Mota Batista, o segundo motorista envolvido no acidente que matou seis jovens no fim de semana em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo. O suspeito, de 22 anos, foi indiciado por homicídio doloso e não tem direito a fiança. Ele foi alvo de protestos dos parentes das vítimas ao depor ontem no 2.º Distrito Policial (DP) da cidade.

Victor Vieira, O Estado de S.Paulo

01 de outubro de 2013 | 02h14

No depoimento, Batista afirmou que não estava bêbado e negou que tenha se envolvido em um racha. O suspeito disse que ultrapassou o Chevrolet Monza de Reginaldo Ferreira da Silva, o outro motorista envolvido no acidente, porque ele estava quase parado. Depois disso, Silva teria ficado irritado, segundo Batista, e passou a segui-lo em alta velocidade. "Como a área é deserta, ele teve medo de que fosse um bandido armado e acelerou para escapar", justifica o advogado do suspeito, Francisco Alves de Lima.

O jovem, que voltava de um jantar, afirmou que estava a 80 km/h, embora o limite na via seja de 50 km/h. "Pelos indícios no local e falas de testemunhas, temos ideia de que estava em velocidade maior", diz o delegado titular do 2.º DP, Edson Gianuzzi. O suspeito ainda alega ter fugido para casa, a 200 metros do local da colisão, por temer a reação de Silva após a capotagem.

Nessa segunda, a polícia coletou sangue do suspeito para analisar a presença de álcool. O Fiat Palio dirigido por ele na noite do acidente, que pertence a um amigo de Batista, foi entregue à perícia.

O sobrevivente Ezequiel Eduardo Silva, de 15 anos, também depôs ontem à polícia. O rapaz confirmou que os dois carros estavam em um racha. Silva, que admitiu estar embriagado e em alta velocidade, continua preso na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes.

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