ROGÉRIO SOARES / A TRIBUNA
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Quiosques pegam fogo em praia no Guarujá

Ninguém ficou ferido e o incêndio foi controlado rapidamente; a Polícia Civil investiga as causas das chamas

Zuleide de Barros, Especial para O Estado

06 Abril 2015 | 21h04

GUARUJÁ - Doze quiosques localizados ao longo da Avenida Miguel Stéfano, na praia da Enseada, em Guarujá, foram destruídos no início da tarde desta segunda-feira, 6, após incêndio que se propagou rapidamente pelos equipamentos cobertos com palha de sapé. De acordo com o Corpo de Bombeiros, ninguém ficou ferido e o incêndio foi controlado. 

Ninguém soube informar a origem do fogo. Os bombeiros foram chamados por volta das 13h40 e, cinco minutos depois, duas viaturas já estavam no local. O que se sabe é que o fogo se espalhou rapidamente pelos quiosques vizinhos, não dando tempo para que seus permissionários retirassem seus pertences do local. Os ventos favoreceram a propagação das chamas, dificultando o trabalho dos bombeiros que, mesmo depois de apagar o incêndio, permaneceram na região, para fazer rescaldo e conter eventuais focos. 

O clima era de desolação entre os permissionários dos quiosques, que ainda contavam com bebidas e alimentos estocados para o feriado da Semana Santa, quando a cidade recebeu grande número de turistas. Muitos foram às lágrimas ao ver as labaredas consumirem todo o seu patrimônio.

Investigação. Além do trabalho de rescaldo, por parte dos bombeiros, a Polícia Civil investiga as causas do incêndio. Há alguns anos, os permissionários dos quiosques, instalados desde a década de 1990 na praia da Enseada, vêm sofrendo com as ameaças de retirada dos equipamentos da orla. 

Em agosto do ano passado, quatro dos 99 quiosques existentes foram demolidos, cumprindo determinação da 4.a Vara da Justiça Federal de Santos, que acatou a argumentação da Advocacia Geral da União (AGU), de que a faixa de areia é de domínio da União e que não poderia ser ocupada por qualquer empreendimento comercial. 

Um plano de remoção está sendo elaborado pela prefeitura de Guarujá, que ficou incumbida de fazer um projeto de urbanização do local, onde os novos equipamentos seriam instalados, a fim de evitar o desemprego das famílias que exploram o serviço nas praias. Na ocasião, o presidente da Associação da Orla de Guarujá, que representa os quiosqueiros, Marcelo Nicolau, argumentou que os trabalhadores não poderiam ficar desempregados de uma hora para outra. 

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