Quinta madrugada violenta deixa ao menos 13 mortos na Grande SP

Desde a última quarta-feira, ao menos 40 pessoas foram assassinadas na região metropolitana da capital paulista

O Estado de S.Paulo,

29 Outubro 2012 | 07h49

atualizado às 11h44

SÃO PAULO - Ao menos 13 pessoas foram assassinadas durante a noite de domingo, 28, e a madrugada desta segunda-feira, 29, em São Paulo.

De acordo com a Rádio CBN, apenas na zona leste de SP, foram seis mortos. Na zona norte houve seis homicídios e, na zona sul, foram duas pessoas baleadas - uma delas morreu.

Essa foi a quinta noite consecutiva de violência na capital paulista. Desde a quarta-feira, pelo menos 40 pessoas foram assassinadas na noite paulistana.

Nesta madrugada, na zona leste da capital, quatro pessoas foram assassinadas em bairros distintos.

Em São Matheus, três amigos estavam em um bar, na Rua Tita Ruffo, quando um carro passou e os ocupantes dispararam várias vezes. Um dos rapazes morreu.

Em Sapopemba, ainda na zona leste, um homem foi assassinado e outro baleado foi levado ao pronto-socorro. Seu estado de saúde não foi informado.

Na zona norte, duas pessoas foram assassinadas em frente a um bar próximo à favela do Jardim Modelo. De acordo com a CBN, testemunhas disseram que dois homens em uma moto atiraram contra o grupo e fugiram. Os dois chegaram a ser levados ao Hospital do Jaçanã, mas não resistiram aos ferimentos.

Outras duas mortes aconteceram no Jardim Flor de Maio.

No parque Edu Chaves, dois criminosos, também em uma moto, atiraram contra dois rapazes que morreram no hospital. Parte expressiva dos assassinatos ocorridos na série de ataques foi cometida por motoqueiros.

Na zona sul de São Paulo, uma pessoa morreu e outra foi baleada na região do Parque Santo Antônio, no Capão Redondo.

Paraisópolis.  Pelo menos 500 policiais militares voltam a executar, desde a madrugada desta segunda-feira, 29, a Operação Saturação - de combate ao crime - na Favela de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo. Às 7h30 desta manhã, mais de duas horas depois do início da varredura, a PM não tinha informações sobre presos ou detidos.

A Secretaria de Segurança Pública não descarta relação entre a operação e a recente série de assassinatos que acontecem em toda a região metropolitana. Cerca de 40 pessoas foram mortas a tiros nas madrugadas dos últimos cinco dias.

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