O contador Márcio Nakashima, de 35 anos, deve contar aos jurados o que sabe sobre o relacionamento entre sua irmã, Mércia, e Mizael. Também deve falar que não tem dúvidas de que o ex-policial é o autor do crime. Antes disso, porém, pretende pedir ao juiz Leandro Cano que o réu saia da sala. "Não quero ver o Mizael nunca mais na minha vida."

11 Março 2013 | 02h03

Márcio quer a condenação do ex-policial. "Quero a pena máxima assim como máxima foi a crueldade que ele fez com a Mércia. O promotor falou que a pena pode chegar a 30 anos. Se pudesse chegar a 500, queria que ele ficasse 500 anos na cadeia."

Cinco anos atrás, Mizael e Márcio eram amigos: frequentavam festas de família e jogavam bola juntos. O contador lembra que até ajudou a montar o primeiro escritório de advocacia do ex-policial, que, além de namorado, era sócio de Mércia. "Quando ele chegou em casa, era um cara bacana, batalhador."

A relação entre os dois mudou após uma viagem para a praia. "O Mizael deixou uma arma em cima da mesa . E meu filho, que tinha 5, 6 anos, foi lá brincar. Um perigo. Naquele dia, a gente discutiu feio, e ele não gostou. Depois, paramos de nos falar."

Márcio lembra que a postura de Mizael mudou. "Ele se tornou folgado. Fazia questão que não gostassem dele." A conduta e problemas com a divisão de honorários no escritório de advocacia teriam contribuído para o fim do relacionamento com Mércia, segundo o irmão da vítima.

"Tenho certeza de que a Mércia gostava muito dele. Terminaram por causa das condutas dele. Mas nunca imaginei que pudesse ter ido aonde chegou." Quando notou o desaparecimento de Mércia, a família chegou a procurar o ex-policial para saber se ele podia ajudar a encontrá-la, mas Mizael não os atendeu. /T.D.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.