Fabio Pozzebom/Divulgação
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'Queremos evitar rodízio', diz Alckmin sobre norma de pressão

Sabesp admitiu em CPI na Câmara que não cumpre recomendação da ABNT; para governador, questão precisa de 'razoabilidade'

Edgar Maciel e José Roberto Castro, O Estado de S. Paulo

26 Fevereiro 2015 | 13h45

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) defendeu na manhã desta quinta-feira, 26, o não cumprimento da recomendação da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) da manutenção de ao menos 10 metros de coluna de água na vazão do abastecimento. Alckmin disse que essa é uma questão de "razoabilidade" e que o governo está tomando as medidas possíveis para evitar o rodízio.

Nesta quarta-feira, 25, durante sessão da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) na Câmara Municipal, o presidente da companhia, Jerson Kelman, e o diretor metropolitano da empresa, Paulo Massato, admitiram aos vereadores que a empresa mantém a pressão da água na rede abaixo do necessário.

"Nós estamos garantindo 1 metro da coluna de água, preservando a rede de distribuição. Mas não tem pressão suficiente para chegar à caixa d'água", disse Massato.

Alckmin explicou que as Válvulas Redutoras de Pressão (VRPs) são a única solução para diminuir as perdas no sistema de abastecimento. "Se você fizer rodízio, a pressão vai ser zero. Estamos colocando as válvulas para evitar o rodízio em uma situação totalmente atípica", afirmou. "É uma medida eficiente da Sabesp, que é feita no mundo inteiro", completou.

O governador disse que para evitar a falta de abastecimento para regiões mais altas e distantes dos reservatórios vai continuar apostando na instalação das caixas d'água. "Com redução da pressão, as caixas d'água são uma medida paliativa, mas que garantem o abastecimento da população."

Bônus. O governador comemorou o crescimento dos usuários que reduziram o consumo de água em fevereiro. Segundo balanço da Sabesp, 71% receberam o bônus pela economia obtida. Outros 10% não ganharam o desconto, mas diminuíram o consumo. O número de clientes que estava gastando acima da média passou de 26% para 19% na Grande São Paulo. Outros 12% dos clientes foram multados porque aumentaram o consumo de água neste mês.

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