Quem tem razão?

No dia 1.º/4, por volta da 19h35, um carro de manutenção da AES Eletropaulo interrompeu o fornecimento de energia, alegando que iria efetuar manutenção. A energia voltou às 21h35, quando os motores de 5 geladeiras do meu estabelecimento (tomadas trifásicas) e minha câmara fria pegaram fogo. Na mesma hora chamei os funcionários da Eletropaulo que se encontravam no local e eles constataram o fato e disseram que iriam pôr no relatório e que eu seria ressarcido. Era véspera de feriado e eu não pude receber os clientes. Em 8/4 abri o pedido de indenização. A Eletropaulo disse que em 24 horas seria feita a vistoria, que demorou 7 dias. No dia 17/5 fui informado de que meu pedido era improcedente! No mesmo dia registrei o fato na Aneel e na Arsesp. Tive prejuízo de R$ 2.747 e deixei de lucrar uns R$ 500.

, O Estado de S.Paulo

03 de junho de 2010 | 00h00

FERNANDO MAGALHÃES DA SILVA / SÃO PAULO

A AES Eletropaulo informa que a interrupção no fornecimento de energia no dia 1º/4 ocorreu por causa da substituição de uma cruzeta danificada. Com relação ao pedido de indenização, o prazo para inspeção é de até 10 dias após o pedido. A inspeção foi feita em 15/4 e foi concluído que a fiação interna do imóvel não respeitava as medidas de proteção recomendadas pela Aneel. No dia 12/5 o cliente foi informado por carta. Após o recebimento da carta, o sr. Silva entrou com recurso na Arsesp. Dessa forma, a AES Eletropaulo aguarda um posicionamento deste órgão.

O leitor contesta: Para a Eletropaulo é simples negar. Os próprios funcionários da concessionária viram que ao voltar a energia pegou fogo em tudo por causa de uma descarga elétrica.

PEDÁGIO NO RODOANEL

Ações para reduzir tarifa

Provavelmente, em breve, quando sairmos de nossas casas teremos de pagar pedágio para ter acesso à rua. Agora temos de pagar R$ 2,80 para entrar no Rodoanel pela Rodovia Castelo Branco. Ora, trafegamos somente 4 km quando entramos na Castelo Branco pela Marginal do Tietê para acessar o Rodoanel. O pedágio foi colocado a apenas 100 metros do acesso ao Rodoanel. Não sou contra os pedágios, porém devemos pagar um preço justo.

CARLOS EDSON FERREIRA VIEIRA / SÃO PAULO

O Grupo CCR esclarece que toda a reconfiguração das praças de pedágio e os investimentos na Rodovia Castelo Branco foram definidos em conjunto com a Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp) e o governo de São Paulo, após pesquisa que apontou 82% de aprovação ao projeto. Diz que o Projeto Cebolão foi discutido durante quase 2 anos com representantes de todos os municípios por ele impactados, e obteve apoio formal de suas principais lideranças. Destaca que essas alterações, promovidas pelo Projeto Cebolão, não implicaram aumento da tarifa de pedágio para nenhum dos antigos usuários pagantes. Houve sim redução média da ordem de 41% (de acordo com o percurso realizado), para mais de 60% desses motoristas. Em relação às antigas alças do Rodoanel, elas já não permitiam a fluidez necessária por causa da geometria de seu traçado, o que prejudicava todos os usuários da Castelo Branco, ocasionando diariamente grandes congestionamentos. Diz ainda que foram construídas novas alças com melhores traçados, mais seguras e com maior fluidez.

O Ministério Público (MP) do Estado de São Paulo informa que, em fevereiro de 2010, as promotorias de Justiça de Osasco e de Barueri ajuizaram ação civil pública contra a Concessionária ViaOeste e contra a Artesp para que a Justiça obrigue que a cobrança de pedágio nas praças das pistas expressos da Rodovia Castelo Branco obedeça como limite máximo no seu cálculo o critério da tarifa quilométrica base, utilizada nas demais rodovias estaduais exploradas por concessionárias. A tarifa atual obriga os usuários a pagar valores além dos máximos permitidos em contrato, principalmente os motoristas que utilizam a via até o trevo de Barueri e Itapevi. A liminar foi cassada pelo Tribunal de Justiça e o MP aguarda o julgamento da ação, na qual o Ministério pede, além da redução do valor da tarifa, que a Artesp e a ViaOeste sejam condenadas à reparação do dano difuso decorrente da cobrança no valor atual, mediante o financiamento de programas ou convênios com associações de defesa dos usuários da rodovia. Outra ação civil pública foi movida pela Promotoria de Justiça do Consumidor de Osasco para anular o ato administrativo que permitiu o fechamento do acesso da Rodovia Castelo Branco (capital-interior) para o Rodoanel antes da praça do pedágio, pedindo a sua reabertura.

O leitor diz: É perfeitamente dispensável a resposta da concessionária. Ela acha que somos todos ingênuos? A resposta do MP é bastante esclarecedora sobre as pretensões da concessionária.

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