'Quem não reagiu está vivo', diz Alckmin sobre mortes da Rota

Governador afirma que Rota é a equipe 'mais preparada' para lidar em casos como a ação que flagrou um tribunal do PCC nesta terça-feira e acabou com nove mortos

Artur Rodrigues, O Estado de S.Paulo

12 Setembro 2012 | 13h02

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin afirmou que, na ação da Rota que acabou com nove mortos nesta terça-feira, 11, "quem não reagiu está vivo". "Você tem num carro quatro: dois morreram, dois estão vivos, se entregaram", disse, ao ser questionado sobre o alto índice de letalidade do batalhão.

A operação policial flagrou um tribunal do crime do Primeiro Comando da Capital (PCC), que julgava um estuprador a pedido da família, em um sítio em Várzea Paulista.

"Está claro nesse episódio que nós tínhamos um grande número de criminosos, com armamento extremamente pesado, participantes de uma facção criminosa e que a polícia surpreendeu todos eles", disse o governador durante o início das obras do polo viário de Itaquera, na manhã desta quarta-feira, 11.

De acordo com ele, dentro da polícia, a Rota é o grupo ideal para esse tipo de ação. "Sempre que você tem casos de muito armamento, vários criminosos, organização criminosa, a Rota é mais preparada pra isso. Então, ela é chamada", afirmou.

Alckmin disse que, em ações policiais envolvendo mortes, sempre há apuração. "A resistência seguida de morte: investigação. A própria polícia militar investiga e DHPP (Departamento de Homicídios) investiga."

Nove mortes. Policiais das  Rota mataram, no fim da tarde desta terçca-feira, 11, em Várzea Paulista (SP), oito acusados de compor um "tribunal" do crime organizado que julgava um homem acusado de estupro, que também morreu.

Outros oito suspeitos foram presos pelos policiais. Segundo a Polícia Militar, todos os acusados morreram porque reagiram e a ação foi classificada como legítima pelo comandante-geral, coronel Roberval Ferreira França. Nenhum dos 40 policiais que participaram da ação ficou ferido.

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