Quem lê tanto processo?

Bola nas costas

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

23 de novembro de 2012 | 02h16

A estratégia da defesa de Bruno deixou a acusação na cara do gol! Só se fala disso na penitenciária Nelson Hungria!

Se deu certo em Gaza...

Selado o acordo de não agressão entre Israel e o grupo palestino Hamas, bem que o presidente do Egito, o tal de Mouhamed Mursi, podia tentar negociar um cessar-fogo em São Paulo também, né não?

Mal comparando

Posse por posse, convenhamos, a do novo secretário de Segurança de São Paulo parecia festinha de criança perto do que se viu em Brasília para celebrar a chegada de Joaquim Barbosa à presidência do STF!

Trato é trato

Ela pode até não ter amado o resultado final, mas Neymar cumpriu sua parte no acordo: cortou três vezes o cabelo desde que começaram a namorar escondido. Bruna Marquezine não pode agora dar pra trás no combinado: assume logo, garota!

A fila andou

Depois do Batman, a polícia do Rio prendeu o Drácula! Vai acabar sobrando para o rabugento Horácio Vandergelder, interpretado por Miguel Falabella em Alô, Dolly, no Teatro Casa Grande!

Reage, Eike!

Faz tempo que Eike Batista não compra nada impactante na mídia. O duplex da Madonna na parte oeste do Central Park está à venda por US$ 23,5 milhões. Dispenso comissão!

Tá certo que não dá para julgar ninguém pelo Twitter, mas por que diabos todo processo judicial no Brasil é maior que a Bíblia? O que apura a morte de Eliza Samudio, por exemplo, se estende por 15 mil páginas em 64 volumes.

Fala sério: a odisseia criminal do goleiro Bruno não pode ser 16 vezes maior que a de Ulisses, romance de James Joyce que recria a trajetória do próprio Odisseu, de Homero.

Na farsa de Contagem (MG), o julgamento foi interrompido por quatro meses para que novos advogados finjam que vão usar esse tempo para estudar aquela xaropada toda. Ninguém lê tanto processo!

O do mensalão tem 50 mil páginas em mais de 234 volumes. Por muito menos - algo em torno de 30 mil páginas -, a Enciclopédia Britânica anunciou em março o fim de sua versão em 32 volumes.

Em plena era da comunicação instantânea, francamente, podiam ao menos editar melhor o material das investigações. A CPI do Cachoeira chega ao cúmulo de chamar de "relatório final" um calhamaço de 5.300 páginas reunidas em cinco volumes.

Como dizia o fofo do ex-presidente do STF, Ayres Britto, parodiando o Pai Nosso, "não nos deixei cair em tantas ações". Amém!

Orgulho republicano

Clint Eastwood aplaudiu o comportamento do peru que reagiu aos gritos à clemência de Barack Obama na tradicional solenidade em que o presidente americano salva uma dessas aves da panela no Dia de Ação de Graças nos EUA: "Não vão nos calar!"

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