Quem guarda carro aprova; motorista tem ressalvas

Em ruas visadas por flanelinhas na capital, onde se cobra até R$ 20 em dias de eventos para estacionar na rua, a maioria dos guardadores de carro se disse favorável a um plano de regularização. "É nosso emprego. Quem não quer ter um trabalho regularizado?", argumentou o flanelinha Marcos, há 15 anos na Rua da Cantareira, paralela à 25 de Março, no centro. O local é um dos pontos cogitados para receber o projeto piloto de regularização dos guardadores de carro.

Vitor Hugo Brandalise, O Estado de S.Paulo

06 Dezembro 2010 | 00h00

O Sindicato dos Guardadores e Lavadores Autônomos de Veículos de São Paulo, que representa a classe e é reconhecido pelo Ministério do Trabalho, apoia a medida. "É a primeira vez que vemos tentativas reais de regularizar nossa situação", disse o presidente do sindicato, Marinaldo de Oliveira. Segundo o sindicato, entre 15 mil e 20 mil flanelinhas atuam na cidade.

Para os motoristas o problema é mais complexo. "Será uma espécie de sobretaxa em estacionamentos de Zona Azul? Pagamentos obrigatórios em horários que poderia não haver ninguém? Vejo com muitas ressalvas", disse o administrador de empresas Agnaldo Olivério, de 43 anos, recusando-se a pagar flanelinha ao estacionar na Rua da Cantareira. "Pode até ser uma forma de organizar a bagunça, mas tem de ser algo que permita ao cidadão escolher quando quer ou não pagar, uma vez que a rua não deixará de ser pública."

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