Quem fica com o prejuízo?

Passei com minha pequena motocicleta - 110 cm³ de cilindrada, ano 2008, com IPVA, licenciamento e seguro obrigatório pagos - sobre um buraco gigante na Avenida Vereador José Diniz, entre a Rua Joaquim Nabuco e o Clube Banespa. A consequência foram os dois pneus, que estavam praticamente novos, rasgados, duas câmeras estouradas e uma roda danificada. O preço do conserto, sem contar as rodas, ficou em R$ 298. Se pagamos impostos, como o IPVA, fazemos a inspeção veicular, não temos o direito de cobrar pelo prejuízo sofrido de quem deveria manter a via pública transitável? Se eu não tivesse passado por esse buraco, não teria de passar por tudo isso. E os remendos no asfalto? Será que aqueles que fazem o reparo no asfalto não pensam que, se o fizerem malfeito podem prejudicar outras pessoas? Quero ser indenizado!

, O Estadao de S.Paulo

13 Março 2010 | 00h00

JOSÉ OTÁVIO BARBOSA

São Paulo

A Subprefeitura Santo Amaro informa que o serviço de tapa-buraco no trecho citado da Avenida Vereador José Diniz foi realizado. Esclarece que a Prefeitura mantém convênios com a Eletropaulo, a Comgás e a Sabesp para que sejam corrigidas as imperfeições após o recapeamento das ruas, como o nivelamento das tampas. Diz ainda que essas concessionárias já realizaram o nivelamento de cerca de 600 poços de visita e a Prefeitura, de 2,5 mil.

O leitor comenta: O problema não foi resolvido. Um funcionário da Prefeitura ligou e perguntou, de forma grosseira, onde ficava, especificamente, o

buraco. Ao questioná-lo sobre o ressarcimento, ele disse para eu procurar a assessoria

jurídica da Administração

Regional de Santo Amaro.

Difícil fiscalização

Moro no Jardim Taboão, bairro que faz divisa com o Morumbi, em São Paulo. Na Avenida

Dr. Luís Migliano, há um posto BR, com uma loja de conveniência usada como local de encontro de jovens. Eles competem para ver quem tem o carro com o som mais potente. Muitos usam drogas e bebidas alcoólicas. Procurei todos os meios legais para coibir esse desrespeito: fiz denúncias ao Psiu, à Polícia Militar (PM) e até entrei em contato com políticos da região. Há uma base da PM a 300 metros do local. Os policiais são gentis, mas dizem que não têm poder de ação e que somente o fechamento dessa loja, após as 22 horas, resolveria o problema. Informam que o local se tornou um ponto de comercialização de drogas e que é difícil configurar flagrante. Quando as viaturas chegam, os entorpecentes são "dispensados" e não é possível saber quem estava com eles. A maioria desses jovens é moradora do Morumbi e compra drogas na loja de conveniência para não ter de ir à favela. Algumas pessoas disseram que fiscais da Prefeitura já foram lá, mas, após uma "conversa" com o dono da loja, saem sem autuá-lo. Inclusive, já houve troca de tiros no interior do posto - notoriamente por causa de problemas relacionados ao comando de comercialização das drogas no local. Entretanto, o incidente foi registrado como uma "tentativa de assalto em que um frequentador reagiu a tiros".

J.R.B.

São Paulo

A PM informa que, no que cabe à segurança pública, estão sendo adotadas as providências de polícia ostensiva preventiva mais adequadas à região e que o 16.º Batalhão reforçará o policiamento.

Problema sem solução

Em 22/12 assinei, em nome de minha mãe, o pacote Família da NET, por R$ 84,90, mais R$ 60 pela adesão. Os funcionários da NET aproveitaram a fiação do local e instalaram um aparelho analógico. A qualidade de som e imagem dos canais fechados ficou bastante ruim. Em fevereiro, fechei o mesmo pacote, com o mesmo valor, para minha tia. Na casa dela instalaram um aparelho digital, por isso, a qualidade de imagem e som é melhor. Liguei questionando a NET e a atendente respondeu que quem fez o pedido de assinatura deveria ter cadastrado minha mãe para receber o aparelho analógico e minha tia para receber o aparelho digital. Respondi que a alegação dela não poderia ser verdadeira, porque eu mesmo fizera os dois pedidos, da mesma forma, pela internet. Então ela sugeriu que minha mãe adquirisse um pacote de Pay-Per-View para que fizessem a troca do aparelho.

ALESSANDRO A. VIDAL CACCIA

São Paulo

A NET esclarece que confirmou com o leitor sr. Caccia que o sistema está normalizado.

O leitor contesta: Jamais afirmei à empresa que "o sistema está normalizado"! Nada foi feito.

MUDANÇAS: A partir de amanhã, neste espaço, aos domingos e nas segundas-feiras, será publicada a coluna Seus Direitos. A seção São Paulo Reclama continuará saindo de terça-feira a sábado.

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