'Quem destruiu pedágios será preso', diz Alckmin

Governador afirma que a polícia está investigando ação 'criminosa' de manifestantes em rodovia de Cosmópolis

Tiago Dantas, O Estado de S. Paulo

03 de julho de 2013 | 12h13

SÃO PAULO - O governador Geraldo Alckmin (PSDB) afirmou nesta quarta-feira, 3, que mandará prender os manifestantes que atearam fogo e depredaram oito cabines de pedágio em Cosmópolis nesta manhã. "Isso é uma ação criminosa. A polícia já está investigando e serão todos presos." Na sexta-feira, 28, um grupo já havia destruído placas e cabines na mesma rodovia.

Alckmin disse que a Secretaria Estadual de Segurança Pública enviou dois ônibus com policiais militares para evitar novos protestos violentos na região. "Temos feito permanentemente (reuniões com caminhoneiros). Democracia tem que ser colaborativa. De outro lado não é possível permitir destruição de patrimônio público e privado."

O valor do pedágio não será reduzido, um dos pedidos dos caminhoneiros, já que o governo do Estado determinou a suspensão do reajuste na semana passada. Com relação aos bloqueios feitos por motoristas de caminhão em rodovias do Estado na segunda-feira, 1, Alckmin lembrou que conseguiu, na Justiça, uma liminar para proibir este tipo de manifestação.

"Bloqueios (em rodovias) não só prejudicam a economia como podem levar a acidentes graves", disse o governador. De acordo com a ordem judicial, quem resolver bloquear uma rodovia ou os seus acessos será multado em R$ 20 mil por hora. Além disso, poderá ter o caminhão guinchado.

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