Queixas em aeroportos caem 32% em SP

Ao contrário do que aconteceu no resto do País, as reclamações nos Juizados Especiais Cíveis dos aeroportos de São Paulo diminuíram no primeiro semestre deste ano em relação ao mesmo período de 2012. O balanço é do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tem juizados nos aeroportos de Cumbica e Congonhas, em São Paulo, Santos Dumont e Galeão, no Rio, Brasília e Confins, em Belo Horizonte.

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

17 Julho 2013 | 02h06

No Brasil, foram registradas 13,6 mil reclamações e orientações nos juizados entre janeiro e junho de 2013. No mesmo período de 2012, esse número foi 43% menor. O juizado de Confins, porém, não existia no ano passado - foi aberto em abril.

Os Juizados Especiais Cíveis recebem queixas de passageiros sobre extravio de bagagem, atraso e cancelamento de voos, overbooking e falta de assistência da companhia aérea, além de tirar dúvidas e dar orientações aos passageiros.

Em São Paulo, a quantidade de atendimentos caiu 32% nos dois aeroportos: foram 2,8 mil atendimentos (entre orientações e reclamações) no primeiro semestre deste ano, ante 4,2 mil nos seis primeiros meses do ano passado.

Os passageiros podem procurar os juizados em busca de uma conciliação com as companhias após terem tido algum problema com a viagem. Os números, porém, mostram que nem sempre isso dá retorno. Somente 16% dos casos, somados os dois aeroportos, tiveram acordo entre empresa aérea e passageiro.

As principais queixas tanto em Congonhas quanto em Cumbica são a falta de informação e de assistência prestada pelas companhias aéreas, que somam 64% das reclamações em Congonhas e 45% em Cumbica.

O terceiro maior problema é com atraso de voo em Cumbica (10% das reclamações). Já em Congonhas, cancelamento de voo (7%) e problemas com bagagem (7%) estão empatados em terceiro lugar.

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