Corpo de Bombeiros/Divulgação
Corpo de Bombeiros/Divulgação

Queda de helicóptero na zona norte mata dois em São Paulo

Acidente aconteceu por volta das 18h40 em região com torre de alta tensão; a aeronave pertence a empresa que tem conselheiro da XP Investimentos como sócio

Redação, O Estado de S.Paulo

05 de agosto de 2022 | 20h25
Atualizado 06 de agosto de 2022 | 12h44

Dois homens, um de 37 anos e outro de 46, morreram após a queda de um helicóptero no início da noite desta sexta-feira, 5, no bairro do Jaraguá, na zona norte de São Paulo. 

De acordo com o Corpo de Bombeiros, o acidente aconteceu por volta das 18h40, e a aeronave onde estavam as vítimas, que ainda não tiveram suas identidades divulgadas, caiu na Avenida Fernando Mendes de Almeida, na altura do nº 2000. As causas da queda vão ser apuradas pelo Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa).

O Corpo de Bombeiros informou que a queda aconteceu próximo a uma chácara, localizada perto de uma torre de alta tensão. Ao todo, foram deslocadas sete equipes para o local, e que deixaram a ocorrência pouco antes das 22h. O caso foi registrado no 72ºDP como morte suspeita, queda acidental e colisão.

Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, foram localizadas duas vítimas "evidentes". 

Segundo informações divulgadas inicialmente pelo portal G1, e confirmadas pelo Estadão, a aeronave pertence a uma empresa que tem como sócio José de Menezes Berenguer Neto, conselheiro da XP Investimentos. O helicóptero é do modelo Agusta 109-E, de prefixo PP-JMA, e com capacidade para comportar sete lugares.

A assessoria da XP informou que, no momento do acidente, o helicóptero não estava prestando serviços para a empresa e que não havia nenhum funcionário da corretora na aeronave.


Em nota, a Força Aérea Brasileira (FAB) informou que investigadores do Quarto Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa IV) de São Paulo, órgão regional do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), foram acionados para realizar a ação inicial do acidente, que consiste na coleta de alguns dados preliminares para a investigação.

"Na Ação Inicial são utilizadas técnicas específicas, conduzidas por pessoal qualificado e credenciado que realiza a coleta e confirmação de dados, a preservação de indícios, a verificação inicial de danos causados à aeronave, ou pela aeronave, e o levantamento de outras informações necessárias ao processo de investigação", explicou a FAB no comunicado. O tempo estimado para a conclusão das investigações não foi informado, apenas que a análise será feita no "menor prazo possível". 

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