Que tal fazer a massa do macarrão?

Chef do restaurante mais antigo da capital testou e aprovou quatro máquinas caseiras

Valéria França, O Estado de S.Paulo

21 de agosto de 2010 | 00h00

  

 

 

O teste. Marino que tem uma cozinha artesanal se diverte: "Fazer macarrão ficou fácil"

  O paulistano Antônio Carlos Marino, de 65 anos, nasceu no Bom Retiro, região central de São Paulo, e aprendeu a fazer macarrão ainda menino, aos 9 anos, com a mãe. Sócio e chef do Carlino, o restaurante mais antigo da capital, ele aceitou o desafio - sim, desafio, porque sua cozinha é bem artesanal - de, a convite do Estado, testar as novas máquinas caseiras de macarrão. Marino ficou impressionado. "Ficou fácil fazer massa em casa", afirmou.

O chef recebeu quatro modelos. Preferiu os mais modernos e práticos, deixando a nostalgia de lado. De todas, a Buona Pasta, da Mallory, foi a máquina que mais chamou sua atenção. "É só seguir o manual. Até a receita de massa sugerida é boa", elogia. "As medidas também estão corretas. O consumidor coloca os ingredientes, a máquina mistura e depois corta. É uma beleza."

O que faltou. Mas a Buona Pasta não ganhou nota 10. "Ela tem um defeito: faz pouca massa. O rendimento é, no máximo, para duas pessoas. Se você precisa de uma quantidade maior, tem de repetir a operação várias vezes até chegar na porção adequada", diz.

Mais cara, pesada e com o dobro de apetrechos, a batedeira da KitchenAid no início causou desconfianças na cozinha de Marino. Depois de tirar os acessórios da caixa - o varal, os cilindros e as pás especiais para misturar - , o chef e seus assistentes se divertiram como se o equipamento fosse um brinquedo.

"Ela bate a massa e tem um sistema que aproxima os ingredientes do misturador quando a tigela está leve, ou seja, com poucos ingredientes. Você não precisa fazer nada. É só olhar", afirma.

Os cilindros que abrem e cortam a massa são acoplados ao mesmo motor da batedeira. "Mas, enquanto o macarrão cai como se fosse uma chuva, é possível, por exemplo, continuar batendo mais massa. Tudo ao mesmo tempo. E o motor é muito potente", avalia Marino.

Apesar de ser a mais nova do mercado, a Jamie Oliver, lançamento da Alimport, é a mais tradicional. "Segue a linha da máquina europeia de macarrão", diz Marino. "Para quem não tem pressa e gosta do ritual de virar a manivela, é ótima. Trata-se também do modelo mais durável."

A Marcato tem um modelo bem parecido - a Atlas 150. A diferença é a opção de funcionamento elétrico. E o chef orienta: "Nenhuma das duas pode ser lavada com água, porque mesmo o aço inox enferruja".

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