Que tal abraçar a Paulista hoje?

Ideia é, às 12h, dar a mão a quem estiver do lado

Flávia Tavares, O Estado de S.Paulo

22 de junho de 2011 | 00h00

A Avenida Paulista acolhe manifestações de todo tipo. De jovens pela liberdade, de professores insatisfeitos, de mulheres indignadas. Mas hoje o manifesto não vai ser de confrontação, e sim de carinho. A Paulista vai ganhar um abraço, ao meio-dia.

O Abraço Coletivo à Paulista é uma iniciativa de Fernando Sant"Ana. Morador da região, ele conseguiu apoios como o da Associação Paulista Viva, da loja de música e eletrônicos Fnac, do Itaú Cultural, da Fiesp e de André Fischer, criador do MixBrasil. "Há tempos, as notícias da avenida têm sido ruins: aquela agressão com lâmpadas a jovens supostamente gays, aquele designer agredido gratuitamente na Livraria Cultura e outros", diz Sant"Ana. "Achei que era hora de fazer algo para mostrar que o bem prevalece."

A ideia é que hoje, às 12h, quem estiver passando nas calçadas pare e dê as mãos às pessoas ao lado por cinco minutos. O sinal para o início do manifesto será dado por sirenes de viaturas da Polícia Militar - que prometeu ainda motivar seus homens a participar do "abraço". Os colégios Dante Alighieri e Rodrigues Alves vão liberar seus alunos.

Uma preocupação dos organizadores é a de que os cruzamentos da Paulista fiquem livres. "O manifesto não é reivindicatório, mas uma expressão de amor à cidade. Não queremos causar mais transtornos", diz Antônio Carlos Franchini, presidente da Associação Paulista Viva, que quer fazer o evento anualmente.

"A causa principal do abraço simbólico é a não violência. Inclui a luta contra a homofobia e o bullying, por exemplo. Também convidamos membros de torcidas organizadas, que prometeram ir", diz Sant"Ana. Os organizadores não sabem quantas pessoas participarão. "Mas, sendo 100 ou 100 mil, não é ideia legal essa de pessoas abraçando São Paulo?", pergunta Franchini.

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