Quatro são presos por ato contra alta da tarifa, mas acabam soltos

Protesto terminou em confronto; neste sábado, passou a vigorar na cidade a tarifa de R$ 3,80 para ônibus, trens e metrô

Alexandre Hisayasu e Victor Vieira, O Estado de S.Paulo

09 de janeiro de 2016 | 14h51

SÃO PAULO - Todas as 17 pessoas detidas pela Polícia Militar suspeitas de participar de atos de vandalismo durante os protestos de sexta-feira contra o aumento da tarifa de ônibus foram liberadas até o fim da tarde deste sábado, 9. Quatro haviam sido presas em flagrante por crimes de roubo, dano ao patrimônio qualificado e posse de material explosivo. As informações são do Decap, departamento responsável pelas delegacias da capital paulista. Neste sábado, ainda passou a vigorar na cidade a tarifa de R$ 3,80 para ônibus, trens e metrô.

Segundo a Polícia Civil, duas pessoas foram presas por tentar roubar um policial militar que acompanhava o protesto, uma por destruir uma viatura da PM e a última por estar com material explosivo na mochila. A prisão do manifestante que supostamente estaria com esse artefato é contestada por participantes da manifestação. 

Na página do Facebook dos ‘Jornalistas Livres’ há um vídeo que mostra a ação de um grupo de PMs que revista alguns manifestantes. Um dos policiais encontra o material atrás de uma árvore e o coloca no chão. Em seguida, os demais PMs abrem as mochilas dos manifestantes e tiram materiais. No fim, um dos policiais coloca o explosivo na mochila e todos vão para o 78.º DP, nos Jardins. Em nota, a Secretaria de Segurança Pública disse que não há indícios de má conduta dos PMs, que filmaram o rapaz detido atirando explosivos contra viaturas. Segundo a secretaria, o responsável pelo vídeo se comprometeu a apresentar imagens na íntegra.

Segundo a Secretaria Municipal de Transportes, oito ônibus foram depredados durante o protesto. No centro, ao menos duas das três agências bancárias atacadas por black blocs tinham tapumes, vidros e caixas eletrônicos quebrados. 

Rita Morais, moradora da Consolação, saía a pé do salão de beleza, quando começou a manifestação. “Corri para desviar da confusão”, conta. Vendedora de uma loja de roupas, Caroline Santos concorda com os protestos, mas com ressalvas. “É bom protestar, mas sem quebradeira”, disse.

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