Quatro pessoas ainda estão em estado grave

Outras 22 vítimas permanecem internadas; polícia concluiu que show pirotécnico causou mesmo o incêndio na Kiss

ELDER OGLIARI / PORTO ALEGRE , O Estado de S.Paulo

24 de fevereiro de 2013 | 02h03

A investigação que vai apontar as causas e os responsáveis pela tragédia da boate Kiss deve terminar dia 3, com o envio do inquérito policial para o Ministério Público. Os delegados responsáveis pelo caso não adiantam detalhes, mas admitem que deverão descrever o incêndio como resultado de um show pirotécnico irregular para ambientes fechados, que lançou uma fagulha no revestimento de espuma. A queima do material causou a fumaça tóxica que matou a maioria das vítimas. Também contribuíram decisivamente para a tragédia os extintores vazios, a sinalização interna insuficiente e a saída, única e estreita, que não deu vazão à multidão.

Dois sócios do negócio, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos e Luciano Augusto Bonilha Leão, estão presos temporariamente. É possível que eles estejam entre os indiciados.

A investigação também deve esclarecer se outras pessoas tiveram responsabilidade, incluindo agentes públicos como fiscais e bombeiros - por negligência na emissão de alvarás ou na fiscalização. Informalmente, policiais dizem que os indiciamentos mais pesados devem ser por homicídio com dolo eventual, quando se assumiu o risco de matar ao usar artefatos pirotécnicos em instalações inadequadas. A pena máxima no caso seria de 20 anos de reclusão.

Feridos. Até sexta-feira, 26 pacientes ainda permaneciam internados - 4 em estado grave -, conforme dados do Ministério da Saúde. O governo federal também informou que vai apoiar a associação criada por parentes e amigos das vítimas e manterá o serviço de acolhimento 24 horas por mais seis meses.

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