Quatro perguntas para José Geraldo Beião, presidente da Associação de Engenheiros e Arquitetos do Metrô

1. O senhor acredita que é positivo e necessário mudar a estética das estações para a Copa? De fato, existe uma vinculação com esse evento. Mas, no caso, acho que essas intervenções fazem parte, de um modo geral, de um processo de conservação e manutenção das instalações. Naturalmente, já existe um plano nesse sentido. Assim como se faz com os trens, isso também vale para as edificações. No caso do concreto aparente, são processos de lixamento e impermeabilização. Também há o desgaste em relação aos pisos. Em alguns casos, eles soltam. O granito tem uma resistência muito maior e a sua limpeza é mais fácil.

O Estado de S.Paulo

01 Outubro 2012 | 03h03

2. Essas obras tendem a demorar? Cada caso é um caso. As estações não são iguais. Umas são mais profundas. Mas não costuma passar de um ano. Nas estações, existem restrições de horários. Vão ser intervenções que vão conviver com a operação comercial. Normalmente, são feitas em fins de semana, ou de madrugada.

3. Pode haver algum tipo de transtorno? Toda intervenção em estação é planejada, de tal forma que os passageiros não tenham problemas. É possível isolar a área e ir fazendo a obra por trechos, por exemplo. As pessoas vão convivendo com as partes antigas e as reformadas gradativamente. O que não pode, realmente, é provocar transtornos no fluxo de pessoas.

4. O Metrô deveria se preocupar com esse tipo de intervenção? Costumamos imaginar que metrô é só o trem. Mas não é bem isso. Há outros sistemas, como o de sinalização, e as instalações civis. Faz parte da cultura do Metrô preservá-las também.

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